Palavras reveladoras

Novembro 11, 2009

Uma das coisas mais enriquecedoras – e também mais chocantes – de morar no exterior é aquilo que você aprende sobre o seu próprio pais. Para mim, ter passado um ano nos Estados Unidos, mais do que tudo, foi uma aula de Brasil. Todo dia eu saía de manhã e passava o dia convivendo com gente de toda parte do mundo e aprendendo, com essa convivência, que algumas coisas que eu sempre achei que eram parte da natureza humana não passavam de estranhezas bem particulares dos brasileiros.

Como sou um apaixonado por palavras, o que mais me chamava a atenção eram as diferenças que existem entre o nosso vocabulário e o vocabulário dos americanos e dos outros estrangeiros que conheci por lá. É incrível como há palavras que são ditas o tempo todo lá, mas nem existem aqui, ou têm um significado totalmente diferente. Essas diferenças de vocabulário são imensamente reveladoras do jeito brasileiro de pensar. Veja alguns exemplos:

  • A palavra inglesa “ accountability” simplesmente não tem equivalente em português. Geralmente ela é traduzida como “prestação de contas”, mas trata-se de uma escolha ruim. “Prestação de contas” é algo que você faz, enquanto “accountability” é algo que você tem. Talvez a tradução mais próxima fosse “responsabilidade”, mas aí é uma palavra ampla demais.
    Accountability”, para os americanos, é uma idéia central na democracia. O cientista político Larry Diamond, especialista em democracia, costuma dizer que os governos democráticos de alta qualidade precisam ter dois tipos de “accountability”: a vertical e a horizontal. “Accountability” vertical é a obrigação de prestar contas detalhadas à população. “Accountability” horizontal é fazer com que diferentes agências do governo tenham a atribuição de fiscalizar umas às outras, para garantir que tudo funcione bem. Lá há dois tipos de “accountability”, enquanto aqui nem temos a palavra. E os governos, no geral, não sentem a menor necessidade de prestar contas nem para baixo nem para o lado.
  • A expressão inglesa “rule of law” é outra ausente do vacabulário político brasileiro. Geralmente ela é traduzida como “estado de direito”, o que é bastante revelador da nossa relação com o estado: só estamos interessados nos “direitos”, mas não damos muita bola para as regras. “Rule of law” na verdade quer dizer “império da lei”, ou “domínio da lei”. Ou seja: a idéia de que as regras de um país são para valer, e para todos. Uma idéia tão estrangeira para o jeito brasileiro de pensar que não entrou nem para o dicionário.
  • Já a palavra “público” está presente nas duas línguas. Só que tem um significado bastante diferente em cada uma. Lá, “public” significa “do povo”, “da comunidade”. Aqui, pode querer dizer “do governo”, ou “grátis”. Empresa pública, no Brasil, é empresa estatal. Nos EUA, é empresa com ações na bolsa e obrigação de publicar informações financeiras detalhadas.
    Nos EUA, faculdade pública é paga, só que mais barata que as privadas, e no geral com qualidade um pouco inferior. No Brasil, faculdade pública é necessariamente grátis, com qualidade muito superior à das privadas e majoritariamente frequentada por gente de alto poder aquisitivo. Enfim, no Brasil os pobres pagam faculdade, enquanto os ricos ganham de graça. Taí um bom exemplo de algo que só percebi concretamente sobre o meu país quando tive a chance de sair dele.

Claro que tive também uma porção de motivos para me orgulhar do Brasil enquanto estava lá – e que morri de saudades. O Brasil tem uma porção de vantagens sobre os EUA, acredite, e ser brasileiro nos dias de hoje é ótimo para sua popularidade mundo afora. Mas isso não deve nos impedir de perceber as lacunas do nosso dicionário. E preenchê-las – não só com palavras, mas com novas atitudes.

Por Denis Russo Burgierman

http://veja.abril.com.br/blog/denis-russo/ideias/palavras-reveladoras/


Post Secret 2

Novembro 10, 2009


Post Secret 1

Novembro 10, 2009


Post Secret

Novembro 10, 2009

Para todo mundo conhecer: postsecret.com. Adorei!

PostSecret is an ongoing community mail art project, created by Frank Warren, in which people mail their secrets anonymously on one side of a homemade postcard. Select secrets are then posted on the PostSecret website, or used for PostSecret’s books or museum exhibits.


Pedreiro é dado como morto e aparece no próprio velório no PR

Novembro 6, 2009

Segundo a família, ele passou a noite bebendo em posto de combustível. Sepultamento seria feito no Dia de Finados, em Santo Antônio da Platina.

O pedreiro Ademir Jorge Gonçalves, 59 anos, foi dado como morto após um acidente na BR-153, em Santo Antônio da Platina (PR), na noite deste domingo (1º). Familiares e amigos reconheceram o corpo no necrotério e o sepultamento foi providenciado como de praxe. O detalhe é que Ademir, conhecido como Tufão, apareceu vivo no próprio velório, às 8h desta segunda-feira (2), feriado de Dia de Finados.

 Durante todo o tempo em que foi dado como morto, Tufão estava no restaurante do Auto Posto Platina, que fica ao lado do local do acidente. “Ele passou a noite toda bebendo pinga com os amigos”, disse a vendedora Rosa Maria Sampaio, 50 anos, sobrinha de Tufão.

 

O balconista Josiel Inocêncio da Silva, 23 anos, disse que Tufão soube que estava sendo velado pela família por meio de um amigo. “O rapaz chegou correndo para avisar que estavam querendo sepultar uma pessoa como se fosse ele [Tufão], que ficou assustado na mesma hora. Ele saiu do restaurante para esclarecer a história.”

O reconhecimento

Segundo Natanael Honorato, 36 anos, gerente da funerária Rainha das Colinas, a Polícia Civil da cidade acionou o serviço para a retirada do corpo da pista. “Levamos a vítima para o necrotério, onde o legista fez os exames necessários. Já na funerária, um grupo de pessoas apareceu para fazer o reconhecimento do corpo. Alguns ficaram em dúvida, mas outros reconheceram o corpo como sendo de Tufão”

 

A partir deste momento, segundo Honorato, o velório e o sepultamento da vítima foram providenciados. “Como eu iria imaginar que o corpo não era da vítima? Se a própria família, que conhecia o sujeito, reconheceu o corpo, como que eu, que não conhecia a vítima, iria reconhecer?”, disse o gerente da funerária.

 

De acordo com Rosa, a família ficou dividida quanto ao reconhecimento de Tufão. “Eu e meus dois tios ficamos em dúvida, mas uma outra tia minha e quatro amigos dele [Tufão] reconheceram o corpo, então, o que iríamos fazer? Providenciamos o velório.”

 Segundo Rosa, o corpo foi liberado por volta das 6h de segunda-feira. “A família já estava no velório, mas a mãe dele [Tufão] olhou o corpo no caixão e achou estranho. Ela olhou, olhou e não conseguia acreditar que aquele era o filho dela. Não demorou muito para o morto aparecer andando no velório. Foi um alívio.”

 Honorato disse que o reconhecimento do corpo foi feito com muita emoção. “Foi uma choradeira danada. Não tinha como ter dúvida, mas aconteceu. Em dez anos de profissão, nunca vi coisa parecida.” 

 Prejuízo

O gerente da funerária disse que até agora está amargando o prejuízo por organizar o velório do ‘morto-vivo’. “A família do Tufão foi quem providenciou o caixão e a cerimônia de sepultamento e velório. Depois de esclarecida a dúvida da identidade do morto, a família saiu do velório e foi para casa. Eu fiquei no prejuízo, porque não recebi pelo serviço.”

 Honorato disse que a vítima do acidente foi identificada posteriormente e o corpo foi levado para o sepultamento em Joaquim Távora (PR). “Nenhuma das duas famílias pagou pelo trabalho. Nós oferecemos 24 horas de café, leite, chá e lanche, sem falar do caixão e do sepultamento. Tudo isso sai por R$ 1,3 mil, que saiu, até agora, do meu bolso.”

 Quem também teve prejuízo foi Tufão. Apesar de ter virado celebridade na cidade, o dono do imóvel onde ele morava queimou suas roupas e o colchão da cama onde dormia. “O dono da casa era amigo dele [Tufão] e estava certo de que o morto era meu tio. Ele mesmo também fez o reconhecimento. Com essa certeza, ele resolveu queimar tudo que era do meu tio. Agora, a mãe de meu tio está tendo de providenciar roupas novas.”

 Apesar de estar com a mesma roupa do corpo de quando foi dado como morto, Tufão está comemorando o fato de ainda estar vivo com os amigos. “No mesmo dia ele voltou ao restaurante para tomar pinga. Já posso dizer que servi pinga para um ‘morto-vivo’”, disse Inocêncio Silva.

 ”Agora que ele virou celebridade nas ruas é que não vai parar de beber mesmo. Todo mundo quer falar com ele e é inevitável que acabem pagando uma pinga ou outra  para meu tio [Tufão]“, disse Rosa.


Sorry…

Novembro 5, 2009

Desculpa que isso aqui andou meio abandonado (é, eu realmente tenho mais o que fazer…). Mas agora vou continuar postando algumas coisas interessantes… =D


Outdoor

Novembro 5, 2009

coca


Coitado!

Julho 4, 2009


Igualzinho…

Julho 4, 2009

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Luftal

Julho 4, 2009

puxemeudedo Legenda: Alívio rápido contra gases. Aqui ou em qualquer lugar do mundo.


Gillette Sensor EXCEL

Julho 4, 2009

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KY (melhores propagandas)

Julho 4, 2009


Duplas Sertanejas (povo chique, sô)

Julho 4, 2009

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Cyanide and Happiness – Butox

Julho 4, 2009

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O Exterminador do Futuro: A Salvação

Junho 18, 2009


Trama Internacional

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