Excomunhão feita pelo arcebispo de Olinda

Março 5, 2009

Lá do fundo da Idade Média, esse arcebispo declarou: “A lei de Deus está acima de qualquer lei humana”. Mas quem fez as leis de Deus senão homens, como bispos e papas? Foi uma lei de Deus quando queimaram mulheres vivas como a santa Joana D’Arc? Esse pensamento dogmático, inquisitorial, só afasta a Igreja Católica do mundo moderno.

Nós tivemos papas progressistas e bons, como João XXIII e João Paulo II, que era conservador, mas amava os desvalidos. Logo agora, que a história está tão cruel, agora que os homens precisam de uma religião protetora, agora que precisávamos da doçura da Igreja, temos os olhos frios de Bento XVI. Daí o sucesso de exploradores dos pobres como tantos bancos de dízimos, os supermercados da fé. A Igreja é contra anticoncepcionais, é contra o homossexualismo, é desatenta para tantos casos de pedofilia que surgiram entre padres, assim como foi vacilante no caso daquele bispo que disse outro dia que não houve holocausto de judeus.

Os excomungados de Olinda não devem ter medo. Deus está vendo e está com eles. Certamente não está com esse inquisidor, o arcebispo José Cardoso Sobrinho.

Arnaldo Jabor


O século 21 começa hoje

Janeiro 20, 2009

O tempo tinha sido parado pelos fascínoras que tomaram o poder, com fraude, há oito anos.

A sua missão era retardar o avanço da humanidade, além dos interesses corruptos do petróleo, tivemos o horror a inteligência, a superstição contra a ciência, a direita unindo religião com política, o desprezo pelo resto do mundo e a guerra bruta. Mas não esqueçamos da grande contribuição da burrice.

Bush declarou que quem o mandou invandir o Iraque foi um pai superior: Deus. Assim como Alá mandou destruir as torres. Bush e Osama são irmãos de fé.

Já o Obama não. Ele não traz novidades. Ele nos traz os velhos e melhores valores da civilização Ocidental. A América como parte do mundo, a importância da ciência, da cultura, da ecologia, da democracia.

Bush não é o único culpado por esta crise, mas seu governo desregulado estimulou a percersão de uma economiaque se tornou virtual. Há uma certa rima entre a chegada de Obama e esta crise: a estupidez voraz da política e das finanças cresceu, cresceu e explodiu.

Obama e a dor desta desgraça serão uma freada da insensatez dos últimos anos. Apesar do sofrimento, voltará a lógica mínima da economia, num mundo alavancado em trilhões.

Obama e a crise vão fazer o mundo mais analógico, masi real. O século 21 começa hoje!


Jantar com o G-20

Novembro 16, 2008

O G-20 nos convidou para jantar mas já conhecemos a sobremesa.

O G-20 falará em medidas “supra-nacionais” contra a crise. Algo como uma nova ONU econômica, pobre ONU esquecida e mal paga, algo como um neo-fmi, impotente diante do buraco…

Mas nada acontecerá, pois a América não abandona o vício de ser líder, unipolar, com a missão de salvar o mundo…

Será que Obama consegue mudar o código genético imperial dos USA? É difícil… Está no DNA do país.

Por isso, na sobremesa os ricos líderes do G-8 dirão que é necessário conter os excessos do mercado livre… Mas… Cada banco central europeu fará sua política em separado e os Estados Unidos não abrirão mão de sua “superioridade”, trincada, mas inegociável…

E todos vão lucrar. Um cafezinho com palavras vazias. Os G-8 farão bonito em filosofias contra a fome, mas sem largar seu pirão primeiro.

E o nosso Lula repetirá seu refrão: “Os pobres não podem pagar pelos ricos…” e aumentará seu prestigio de mascote da esquerda boa praça. Só. R a crise vai se arrastar…

Até que se recomponha o coração especulativo da Europa e América, pago pelos fracos.

E tudo será esquecido ate a próxima bolha. É isso; podemos fazer qualquer jogo, mas o baralho é deles…

Arnaldo Jabor


O Racismo Vai Além da Cor da Pele

Novembro 13, 2008

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Na internet, dá para ver o racismo de dois bicos: “Este negro canalha é do Quênia e vai deixar a América feito a África”.

Ai, um negro raivoso responde: “Esses brancos filhos da mãe tem de ser raspados da terra como baratas sujas”.

O racismo esta em toda parte, até hoje. Palestinos contra judeus, vice versa. Faxina étnica na Bósnia. Iraque, Taliban e Guantánamo, Irã contra Israel, brancos contra índios e vice versa na América Latina…

Em suma, o racismo vai além da cor da pele. É a necessidade de botar frustrações de indivíduos e nações nas costas de alguém.

A culpa é sempre do outro, do diferente de nós. O racismo é a simplificação do incompreensível.

Obama não foi eleito porque é preto. Venceu porque é capaz, decente, moderno, culto. Falar em “presidente negro” já é racismo, simplismo. Obama vai errar também, claro… Não vai resolver muita coisa do lixo que o Bush deixou.

E aí… O perigo é que se reative o racismo e o anti-racismo. “Viu? A culpa é do negão!”. “Não. Não é! A culpa é dos brancos azedos e racistas do sul!”.

Aí sim será uma vitória da Ku Klux Klan. Do mal contra o bem, ou do bem contra o mal… Que dá no mesmo.

Arnaldo Jabor


Mudança Custa Caro

Novembro 7, 2008

Todo mundo só fala em Obama, mas hoje eu penso em Bush.
Bush nos fez um grande bem, porque a história marcha por linhas tortas e Bush tortamente mudou a consciência americana.

Bush fez a síntese, a maquete de todos os vícios da velha direita. Bush errou tanto que virou um progresso. Mas em verdade vos digo que antes de Bush a América jamais teria escolhido um homem como Obama.

A direita americana era difusa, disfarçada de patriotismo, defensora de valores fundamentais. Com Bush tudo ficou visível a olho nu, desmascarando os fascistinhas republicanos.

Foi preciso Bush invadir o Iraque para aparecem os interesses do petróleo atrás da guerra. Foi preciso Bush combater a política ecológica para entenderem a importância da natureza. Foi preciso a estupidez de oito anos para valorizarem a inteligência e a razão.

Com a sua defesa de dogmas velhos, Bush botou multidões de jovens na rua votando. Buh teve um papel parecido com o de Collor no Brasil. Collor praticou as piores tramóias e nos fez desejar a mudança com Fernando Henrique e Lula.

Nada como um bom reacionário para estimular o progresso, portanto, obrigado Bush por eleger Obama. O preço foi altíssimo, mas a vida é assim e a história também. Mudança custa caro.

Arnaldo Jabor

Fonte: globo.com


Obama

Novembro 1, 2008

Obama é preto. Liberal. Culto. Com nome de muçulmano.

Obama é tudo que a América nunca quis e que parece querer agora.

Outros democratas já foram reformistas, como os kennedys, assassinados… O Clinton, mas… Brancos de elite.

Obama não é importante como novo presidente apenas, ele será a maior virada da história americana: a América se auto criticando, aceitando o rejeitado histórico, o negro cuspido, o solitário que não representa corporações.

Obama nasceu nos anos 60, junto com a integração racial, com os direitos humanos. Obama é o jazz, a sexualidade livre, a liberdade da contra cultura. Ele é uma porrada no mundo republicano de preconceito, violência, burrice, da pulsão de morte.

Se Obama não ganhar, a América vai decair como suas torres do 11 de setembro.

Neste mundo do “conto do vigário”, das finanças alavancadas, Obama é mais que um candidato; ele é uma síntese de idéias, é a tomada do poder das conquistas cientificas, culturais e éticas da modernidade.

Voltarão a razão e a inteligência, que foram escorraçadas da América nos últimos anos.

Obama não é o novo. Ele é o velho. O bom e velho humanismo, a velha grandeza esquecida do mundo ocidental.

Arnaldo Jabor


Crônica de Amor

Outubro 24, 2008

Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta.

O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar.

 

Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais. Leia o resto deste artigo »


O mundo de hoje é travesti

Setembro 14, 2008

Está rolando na internet um texto ridículo sobre “mulheres” atribuído a mim.

Sou uma besta, todos o sabem; mas, não chego a esse relincho lamentável do asno que o escreveu. Diz coisas como: “A mulher tem um cheirinho gostoso, elas sempre encontram um lugarzinho em nosso ombro.” Uma bosta, atribuída a mim. Toda hora um idiota me copia e joga na rede. Por isso, vou falar um pouco de mulher, eu que mal as entendo na vida. Não falarei das coxas e seios e bumbuns… Falo de uma aura mais fluida que as percorre. Gosto do olhar de onça, parado, quando queremos seduzi-las, mesmo sinceramente, pois elas sabem que a sinceridade é volúvel, não perdura. Um sorriso de descrédito lhes baila na boca quando lhe fazemos galanteios, mas acreditam assim mesmo, porque elas querem ser amadas, muito mais que desejadas. Elas estão sempre fora da vida social, mesmo quando estão dentro.

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Meninos, eu vi…

Setembro 14, 2008

VOCÊS VIRAM TAMBÉM, MAS ACHO QUE ESQUECERAM. 

 

Eu vi as empregadas gritando, a cozinheira chorando, o rádio dando a notícia: “Getúlio deu um tiro no peito!”. Eu, pequeno, imaginava o peito sangrando – como é que um homem sai da presidência para o nada?

Meninos, eu ouvi, anos depois, no estribo de um bonde: “O Jânio renunciou!”. Como? Tomou um porre e foi embora depois de proibir o biquíni, briga de galo e de dar uma medalha para o Che, eu vi a história andando em marcha a ré e eu entendi ali, com o Jânio saindo, que os bons tempos da utopia de JK tinham acabado, que alguma coisa suja e negra estava a caminho como um trem fantasma andando pra trás.

Depois, meninos, eu vi o fogo queimar a UNE, onde chegaria o “socialismo tropical”, em abril de 64, quando fugi pela janela dos fundos, enquanto o General Mourão Filho tomava a cidade, dizendo: “Não sei nada. Sou apenas uma vaca fardada!”
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Eu vi, meninos, como num pesadelo, a população festejando a vitória do fascismo, com velas na janela e rosários na mão; vi a capa do “O Cruzeiro” com o novo presidente da República de boné verde, baixinho, feio, quem era? Era o Castelo Branco e senti que surgia ali um outro Brasil desconhecido e, aí, eu vi as pedras, os anúncios, os ônibus, os postes, o meio-fio, os pneus dos carros, como um filme de horror; Eu, que vivera até então de palavras utópicas, estava sendo humilhado pela invasão do terrível mundo das coisas reais.

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O Dirceu e o Jefferson salvaram o Brasil

Março 23, 2008

Ontem falei com Nelson Rodrigues num velho telefone preto que ele atende lá no céu, entre nuvens de algodão e estrelas de purpurina. Ele riu no telefone:

 

- Você só me liga quando está em crise? A crise é tua ou do País?

 

- Nelson, eu sou parte dos detritos da Nação…

- Não faz frase, rapaz, olha a pose… Esta crise é maravilhosa, os brasileiros deviam se agachar no meio fio e beber dessa sagrada lama… Ali está a salvação. O Brasil está assumindo a propria miséria, a própria lepra… Finalmente, os marxistas de galinheiro estão mostrando a cara, rapaz… Eles fazem parte da legião de cretinos fundamentais que infestam o País. Os cretinos fundamentais se escondem sob a capa da revolução, dos títulos acadêmicos, das togas de juízes, da faixa de presidente. Antigamente o cretino se escondia pelos cantos, envergonhado da própria sombra; hoje, se você subir num caixotinho de querozene Jacaré, e falar ”meu povo”, os cretinos formam uma multidão de Fla x Flu. Você pegue o Prestes, por exemplo; ele só fez errar, na vida. Tudo que ele quis deu zebra, de 35 até o fim… No entanto, quem falar mal do Prestes provoca arrancos de cachorro atropelado no ouvinte: ”Não admito, ouviu?!” Esta crise é boa porque revela a burrice da velha esquerda. Durante vinte e cinco anos organizaram um partido operário e chamaram os intelectuais que fizeram um carnaval danado, transformando o Lula num ”padim Ciço”. Mas, quando chegaram ao poder, debaixo de papel picado, resolveram se suicidar como as virgens do meu tempo: ateando fogo às vestes. Daí, a verdade inapelavel e brutal: o comunista odeia o poder! Eles erram sempre, de propósito, para esconder a incompetência sob o pretexto do fracasso. Para eles o fracasso enobrece e oculta a burrice. E em seu martírio, eles berram, orgulhosos como cristãos comidos pelos leões em filme de Cecil B. de Mille: ”Fracassei em nome do povo!”

 

- Mas… Nelson… o proletariado sob o capitalismo…

 

- Pára com isso, rapaz; o homem é capitalista… Existe mercado desde o tempo dos macacos disputando minhocas no buraco… Só os cegos acreditam na utopia e só os profetas enxergam o óbvio. O óbvio é um Pão de Açúcar que ninguém vê. E o óbvio é que os petistas queriam fazer a revolução debaixo das pernas do Lula. Mas, foram mexer com a única coisa que não podiam: com o canalha brasileiro. O canalha é um patrimônio da nacionalidade. Desde Tomé de Souza que roubam sem parar. Pois, os canalhas estavam quietos, metendo as mãos nas cumbucas do Estado, quando de repente apareceu-lhes o Zé Dirceu, achando que ia passar-lhes o conto-do-vigário. Os canalhas olharam maravilhados a burrice lívida do Dirceu e sacaram na hora: ”É tudo mané!…” Dirceu lhes esfregava milhões de reais na cara e eles piscavam cinicamente uns para os outros e diziam, contritos: ”Perfeitamente, camarada Dirceu…”

 

- Você acha o quê do Dirceu?

 

- Ele me fascina. Eu o conheci em 67, por aí… Ele vivia atracado em postes, como vira-latas… Explico: o Dirceu não podia ver um poste que ele trepava em cima e escrachava o capitalismo. Você sabe que os comunas tratam o capitalismo como uma pessoa: ”Hoje o capitalismo acordou de mau humor, o capitalismo tem de morrer!!!” Bem, como eu ia dizendo, o Dirceu vivia trepado em postes, falando da utopia, que ninguém sabia quem era. Alguns sujeitos rosnavam: ”Quem é essa tal de Utopia? É mulher dele?” Pois um dia o nosso Dirceu encontrou o Lula. Foi uma festa. O Lula era o robô perfeito para o Dirceu: operário, foice e martelo, barba, ignorante e sem dedo – tinha tudo para se tornar um símbolo de santidade, um messias da USP, onde as professoras se estapearam para pegar um autógrafo do proletário. Dirceu doutrinou o Lula, criaram o PT, até que Lula chegou ao poder. Aí, apareceu o Dirceu ”Ricardo III” o verdadeiro – que esfregou as mãos: ”Oba!…Deixa comigo!!!” E jogou o Lula para corner. O Lula achou ótimo porque estava em fremente lua-de-mel consigo mesmo, segredando para D. Mariza: ”Ei, mãezinha, quem diria nós aqui, hein…?” E nem ligava: ”Deixa que o Dirceu resolve!” Eia beijar rainhas e reis, lambido pelos granfinos internacionais.
Foi aí que surgiu o canalha, ou melhor, o ex-canalha, porque o Jefferson entrou em cena como um Falstaff ao contrário, denunciando o comandante da revolução corrupta. O Jefferson e Dirceu são a essência do teatro: protagonista e antagonista. Jefferson saiu da mentira para a verdade e o Dirceu da verdade para a mentira. A maior peça do teatro brasileiro foi o duelo dos dois na Câmara. O País parou como no Brasil x Uruguai.
Um é o espelho invertido do outro. Os dois juntos levantaram a cortina do erro brasileiro, um traçando o diagrama do sistema do Atraso e o leninista fazendo a caricatura desse ridículo sonho revolucionário do qual o Brasil tem de acordar, para fazer a verdadeira revolução americana de que Sergio Buarque falava. O Jefferson, que tinha passado a vida escondido na própria gordura, se esgueirando por estatais e fundos de pensão, descobriu a deliciosa euforia da verdade. Ninguém é mais feliz que o Jefferson, tendo orgasmos de denúncias didáticas para o País, abrindo o alçapão de ratos… E ninguém é mais feliz também que Dirceu, finalmente livre de sua revolução fracassada, finalmente no ansiado martírio, o único sossego dos paranóicos.
O óbvio ululante é que eles não devem ser tratados como canalhas. Os brasileiros deviam ajoelhar-se e beijar suas maos, pois Jefferson fez o maior tratado de sociologia da vida nacional e Dirceu fez uma revolucão ao avesso – queria um socialismo stalinista e acabou fortalecendo a democracia.
Um dia terão uma estátua em bronze – os dois sob os braços ternos de uma grande deusa nua: a Republica celebrando seus heróis. Rapaz, isso é o óbvio: Dirceu e Jefferson salvaram o Brasil! E desligou.


Ser de Ninguém

Agosto 15, 2007

Na hora de cantar todo mundo enche o peito nas boates, nos bares, levanta mundo e todo mundo é meu também.

 

No entanto, passado o efeito do uísque com energético e dos beijos descompromissados, os adeptos da geração “tribalista” se dirigem aos consultórios terapêuticos, ou alugam os ouvidos do amigo mais próximo e reclamam de solidão, ausência de interessedas pessoas, descaso e rejeição. A maioria não quer ser de ninguém,mas quer que alguém seja seu.

 

Não dá, infelizmente, para ficar somente com a cereja do bolo- beijar de língua, namorar e não ser de ninguém. Para comer a cereja é preciso comer o bolo todo e nele, os ingredientes vã o além do descompromisso, como: não receber o famoso telefonema no dia seguinte, não saber se está namorando mesmo depois de sair um mês com a mesma pessoa, não se importar se o outro estiver beijando outra, etc, etc, etc.

 

Desconhece a delícia de assistir a um filme debaixo das cobertas num dia chuvoso comendo pipoca com chocolate quente, o prazer de dormir junto abraçado, roçando os pés sob as cobertas e a troca de cumplicidade, carinho e amor.

 

Namorar é algo que vai muito além das cobranças.É cuidar do outro e ser cuidado por ele, é telefonar só para dizer bom dia, ter uma boa companhia para ir ao cinema de mãos dadas, transar por amor, ter alguém para fazer e receber cafuné, um colo para chorar, uma mão para enxugar lágrimas, enfim, é ter “alguém para amar”…

 

Somos livres para optarmos!E ser livre não é beijar na boca e não ser de ninguém.É ter coragem, ser autêntico e se permitir viver um sentimento…

(Arnaldo Jabor)