Março 16, 2008
Quando chego aos confins
do si,
só encontro o mim
e não Deus.
Quando alcanço os limites
do sou,
onde Deus deveria estar
só encontro o eu, depois o nada.
Sou o meu limite,
Resta-me saber se fora de mim
é Deus o conteúdo do nada
(e lá reina a paz) (ou a morte, sua morada).
Perduram madrugadores os medos.
Pulula ansiosa a esperança.
Mas nada encontro além do mim
Ou do saber-me.
O ser é,
sem precisar ser, crer ou saber.
Eis Deus.
Eis-me: co-herdeiro de eus.
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Artur da Távola | Tagged: poema |
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Fevereiro 19, 2008
Quem não tem namorado é alguém que tirou férias remuneradas de si mesmo. Namorado é a mais difícil das conquistas. Difícil porque namorado de verdade é muito raro. Necessita de adivinhação, de pele, saliva, lágrima, nuvem, quindim, brisa ou filosofia. Paquera, gabira, flerte, caso, transa, envolvimento, até paixão é fácil. Mas namorado mesmo é muito difícil.
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Artur da Távola | Tagged: amor, namorado, textos |
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