Uma segunda opinião

Março 9, 2009

O projeto que cria cotas raciais nas universidades federais brasileiras exige mais atenção do que a  justeza da causa sugere: ele pode ser igualmente ruinoso para os negros e brancos brasileiros

Nas próximas semanas, deverá ser votado no Senado um projeto que, já aprovado na Câmara dos Deputados, implanta o sistema de cotas raciais nas 55 universidades federais brasileiras. Essas instituições ficarão obrigadas a reservar 50% de suas vagas para alunos egressos de escolas públicas. Dentro desse universo de cotistas, negros, pardos e índios serão os principais beneficiados: terão garantido um número de vagas proporcional à sua representação demográfica em cada estado. O projeto visa a ampliar a presença desses grupos étnicos e raciais no ensino superior. O objetivo é justo. Negros, pardos e índios, em especial os mais pobres, têm pouca ou nenhuma chance de se equiparar social e economicamente aos brancos sem que se lhes abram maiores oportunidades na vida. Mas essa questão é complexa e não se esgota em sua justeza. Há fortes razões para acreditar que transformar o projeto em lei da maneira como ele chegou ao Senado, vindo da Câmara dos Deputados, pode ser contraproducente, ilógico e ruinoso para todos os brasileiros, inclusive e principalmente aqueles que o texto da lei visa a beneficiar.

A primeira e mais grave reflexão a fazer é se o papel das universidades federais deve passar a ser o de reparar injustiças históricas. Se for isso, há que ter em mente que se trata de uma mudança radical. As universidades existiram desde sempre para produzir conhecimento. A produção de conhecimento de qualidade só é possível em ambientes de porta de entrada estreita e com rígido regime de mérito. É o contrário do que propõe o sistema de cotas em votação no Senado. Se ele for aprovado, metade dos calouros terá acesso à universidade usando como passaporte de entrada o vago e cientificamente desacreditado conceito de raça. Adeus ao mérito individual. Com ele se despedem também a produção de conhecimento e o avanço acadêmico. Deve haver formas menos destruidoras de reparar injustiças históricas.

A experiência com cotas no ensino superior começou no Brasil em 2002, quando a Universidade do Estado do Rio de Janeiro as instituiu pela primeira vez no país. Outras oitenta faculdades fizeram o mesmo, com modelos variados. Nenhuma dessas experiências tem resultados positivos conclusivos e tampouco unanimidade quanto a sua constitucionalidade. Ainda neste ano, o Supremo Tribunal Federal deve julgar a validade de dois desses modelos. A novidade do projeto que tramita no Senado é que ele pretende institucionalizar as cotas. A ideia conta com forte apoio oficial e, felizmente, com a oposição de muitas lideranças negras do país que enxergam no favorecimento das cotas um risco para todos. Como é de praxe quando se contraria uma decisão oficial do governo, a retaliação é automática. Diz Leão Alves, do movimento Nação Mestiça: “Não apoiar as cotas, como é o meu caso, significa abrir mão de financiamentos e cargos públicos”.

A contaminação ideológica do projeto é seu ponto fraco. Por qual critério se chegou ao porcentual de 50% das vagas das universidades federais para cotistas? Segundo o ministro Edson Santos, da Secretaria da Igualdade Racial (Seppir), pelo critério da “sensibilidade”. Acontece que, para preencher todas essas vagas, será necessário admitir alunos classificados entre os piores no vestibular. O matemático Renato Pedrosa, um dos coordenadores do vestibular da Unicamp, fez simulações com base na lei e concluiu: “Cotistas entrariam com notas até 25% mais baixas do que os aprovados apenas pelo mérito e não conseguiriam ter um bom desempenho ao longo do curso”. Outro efeito da pressão das ONGs negras é que um mecanismo para beneficiar candidatos de baixa renda só foi incorporado ao projeto na última hora, e quase como um remendo. A redação da lei deixa no ar muitas dúvidas, entre as quais se um branco pobre saído da escola pública poderá se beneficiar das cotas.

Estabelecer cotas pelo critério econômico, que leve em conta também o mérito, é uma saída que tem sido estudada. O próprio ministro da Educação, Fernando Haddad, hoje defensor das cotas raciais, já afirmou preferir as cotas para os pobres. Em teoria, esse modelo seria menos problemático do que aquele que gira em torno de raça – mais, especificamente, no favorecimento oficial de um grupo racial em detrimento de outro. Diz o sociólogo Demétrio Magnoli: “Políticas baseadas na raça são a negação do princípio fundador da democracia, segundo o qual as oportunidades das pessoas estão em aberto – e não pre-determinadas por suas origens”. Algumas das maiores e mais vergonhosas tragédias da história foram plantadas, cultivadas e colhidas pelo ódio racial produzido por políticas públicas racistas – a escravidão, o holocausto e o apartheid. É ingênuo pensar que o progresso social se acelera quando o estado inverte o sinal de modo que um grupo racial historicamente derrotado possa, finalmente, triunfar sobre seus algozes. Isso produz mais ódio.

A experiência histórica mais formidável no campo da convivência racial sob o regime da lei vem dos Estados Unidos, em especial das decisões emanadas da Suprema Corte. A ênfase das melhores decisões da Suprema Corte americana sobre essa questão foi colocada no abrandamento das tensões raciais pela produção de leis justas para todos os cidadãos, sem distinção. “A imagem da Justiça tem os olhos vendados. Sua filha, a lei, não pode distinguir cor”, resumiu o juiz John Marshall Harlan (1833-1911). Mas não existe racismo nos Estados Unidos? Existe, e ele é forte mesmo com a presença do negro Barack Obama na Casa Branca. O que não existe nos EUA e não deveria haver no Brasil é o acirramento do ódio e das divisões raciais patrocinado pelo estado. Adverte o sociólogo Simon Schwartzman: “O que deveria ser uma discussão racional sobre o sistema de ensino no Brasil tornou-se um debate passional e ideológico”. Nas páginas seguintes, esta reportagem oferece seis razões pelas quais o projeto de cotas que tramita no Senado deve ser examinado com redobrada atenção.

 

O estado não deve legislar sobre raça

Estabelecer direitos distintos com base na cor da pele, como prevê o atual projeto, significa dar amparo legal à ideia de que negros e brancos devem ser tratados diferentemente – em oposição ao que diz a própria Constituição brasileira. É uma armadilha. À guisa de reparar uma injustiça coletiva histórica e socialmente definida, entroniza-se por lei uma discriminação indelével que recai sobre cada indivíduo tendo como base certos caracteres físicos que se aceitam como definidores de sua raça. Isso equivale à oficialização do racismo. Com outras intenções, foi essa mesma ideia absurda a base do único regime contemporâneo erguido sobre o conceito de separação racial, o apartheid da África do Sul, que de 1948 até ser desmontado, em 1994, justificou a segregação entre grupos de pessoas e a supremacia de um deles, os brancos, sobre outro, os negros. Raça é hoje um conceito desmoralizado pela ciência, pois podem ser medidas mais variações genéticas entre dois indiví-duos loiros do que entre um loiro e um negro. Raça não é, portanto, base sólida para legislar.

Nos Estados Unidos, país com longa experiência em ações afirmativas, caminha-se na direção justamente oposta à que pretende o Brasil. A Suprema Corte americana nos anos 70 julgou inconstitucionais as cotas para negros e outras minorias. Recentemente, também considerou inconstitucional o “bônus” nas notas que algumas universidades instituíram para ajudar no ingresso dos estudantes negros. Resumiu o juiz Anthony Kennedy em um voto sobre as ações afirmativas: “Preferências raciais, quando corroboradas pelo estado, podem ser a mais segregacionista das políticas, com o potencial de destruir a confiança na Constituição e na ideia de igualdade”. Incentivados a responder sobre a própria cor no último censo escolar, 65% dos alunos brasileiros deixaram a questão em branco. A maioria dos brasileiros também não se define com base na raça. Conclui a antropóloga Yvonne Maggie: “A luta contra o racismo consiste em destruir essa identidade racial – e não em reforçá-la”. Impor cotas raciais por lei pode ir contra o bom senso e contra a realidade brasileira, acirrando divisões apenas embrionárias na sociedade.

Definir quem tem direito às vagas com base na cor da pele será fonte de polêmicas infindáveis e injustiças irreparáveis

A biologia do ensino médio explica que o biótipo (carga genética) não tem manifestação completa e automática sobre o fenótipo (aparência). Isso significa que pessoas de ancestralidade negra podem parecer menos negras do que alguns brancos com um “pé na cozinha”, como era comum no passado se referir a brancos com algum antepassado negro na família. Na Universidade de Brasília, uma das primeiras a implantar o sistema de cotas no país, uma comissão foi formada com o objetivo de arbitrar, a partir de fotografias, sobre quais candidatos se enquadravam no critério racial a ser favorecido. Dois irmãos gêmeos idênticos, univitelinos, tentaram o acesso – mas apenas um foi considerado negro. A universidade decidiu, então, substituir a foto por uma entrevista. Logo outra injustiça flagrante será produzida pelo novo sistema. Isso é inevitável. Em todos os tempos históricos e geográficos, o critério racial como balizador de políticas públicas produziu favoritismo e abuso de poder. Essa maldição foi magistralmente materializada no famoso desabafo de um funcionário nazista exasperado com a vagueza dos critérios instituídos para separar arianos de judeus: “Na Alemanha, judeu é quem Goebbels (ministro da propaganda) diz que é judeu”. É previsível que, se implantado nacionalmente no Brasil o sistema de cotas, negro será quem o agente do estado petista disser que é negro.

As cotas não resolvem as desigualdades sociais

Os defensores das cotas dizem que está passando da hora de reconhecer a dívida histórica do Brasil com os descendentes de escravos. A boa intenção esbarra na realidade, como explica o historiador José Roberto Pinto de Góes: “Há registros de que muitos negros, uma vez libertos, se tornaram proprietários de escravos”. Será que o agente do estado encarregado de reparar a injustiça histórica conseguirá saber se o candidato é descendente de um negro que foi dono de escravos? Difícil. Antevendo essa e outras armadilhas práticas, o projeto de cotas que chegou ao Senado recebeu um remendo que tenta aliviar sua pesada carga de racismo com a inclusão da pobreza entre os critérios para um brasileiro ser beneficiado por cotas nas universidades. O projeto prevê que os contemplados, além de negros, pardos ou índios, sejam egressos de escolas públicas. Metade das vagas seria reservada para aqueles estudantes de famílias de baixa renda. A intenção do remendo é evitar que os brasileiros negros de classe média ou os alunos das escolas públicas de elite sejam os principais beneficiados pelo novo sistema. É um bom remendo. Mas ele só vale para 50% das vagas sob o sistema de cotas. A lei, da maneira como chegou ao Senado, é confusa quanto a que benefício teria direito o brasileiro branco e pobre. O texto afirma que as vagas devem ser preenchidas por negros, pardos e índios, “no mínimo” na proporção em que suas etnias participam da composição da população em cada estado. Ao usar a expressão “no mínimo” e não se referir aos brancos, a lei abre espaço para que as demais vagas também sejam ocupadas por negros, pardos e índios.

O verdadeiro problema da educação brasileira é o ensino básico

Pelas estimativas, se aprovado como está, o projeto beneficiaria efetivamente 75 000 brasileiros, a metade dos calouros que entra nas universidades a cada ano. Tais vagas seriam destinadas preferencialmente a negros, pardos e índios. Esse contingente, é de presumir – pois do contrário não faria sentido ter cotas –, é menos preparado academicamente do que dezenas de milhares de estudantes rejeitados pela simples razão de terem nascido brancos e de pais que suaram a camisa para galgar um degrau mais alto na pirâmide social brasileira. Os efeitos de longo prazo dessa injustiça são ruinosos. Ela pune o esforço individual e cria uma casta de “profissionais das cotas”, cuja maioria pode até ser muito bem aceita em empregos de segunda linha, mas, certamente, será discriminada no preenchimento de postos de trabalho mais bem pagos e com exigências curriculares impecáveis. O projeto de cotas não toca nesse vespeiro. E desvia a atenção de algo bem mais relevante: o fato de que a encrenca começa bem antes do vestibular. Para se ter uma ideia, apenas 20% dos alunos mais pobres concluem o ensino médio. Pior ainda: entre os que chegam à formatura, uma minoria tem condições reais de cursar uma faculdade, ainda que ela seja gratuita. Metade dos alunos conclui o ensino básico sem conseguir executar as operações fundamentais da matemática e sem entender o conteúdo de textos simples. “Não há solução mágica para a democratização do acesso à universidade. Isso apenas ocorrerá quando mais e mais estudantes forem preparados para competir de igual para igual por uma vaga”, diz Eunice Durham, especialista em ensino superior. Não há, claro, uma maneira de fazer isso que ignore o investimento maciço na melhoria do nível dos professores das escolas públicas brasileiras.

 

As cotas ferem o princípio da meritocracia

Como explicar a um aluno classificado na 65ª posição num dos vestibulares mais concorridos do país que sua vaga será ocupada pelo milésimo colocado no mesmo concurso? É esse tipo de distorção que ocorrerá nas universidades brasileiras, caso as cotas sejam adotadas na proporção em que prevê o projeto que tramita no Senado. Os números vêm de um estudo feito pela Universidade Federal de São Paulo. O perigo é pôr em xeque o reconhecimento ao mérito individual. Nos Estados Unidos, onde as cotas já foram julgadas inconstitucionais, as ações afirmativas ferem menos esse princípio. Lá, o objetivo é garantir a diversidade: fazer com que no ambiente universitário se encontrem pessoas não só de uma pluralidade de origens, mas também com talentos peculiares. Com esse critério, podem ser beneficiados candidatos negros, mas também mulheres, estrangeiros ou esportistas. Só entra, no entanto, quem tirar boas notas. No caso brasileiro, as cotas levam a um arremedo de diversidade. São consideradas apenas as variáveis branco, negro, pardo e índio, além de um indicador de renda – as qualidades do indivíduo não são avaliadas. Tampouco está previsto mecanismo algum para preservar a qualidade do ensino. Para preencher todas as vagas reservadas, as universidades precisarão aprovar candidatos com notas baixas. Para os que são preteridos, como o estudante gaúcho Getúlio Ost, 18 anos, fica a frustração. “Consegui uma boa nota no vestibular, mas meu esforço não valeu de nada”, diz ele, que perdeu a vaga na Universidade Federal do Rio Grande do Sul para um cotista. Já para as universidades, resta um duro desafio: preservar o nível acadêmico dos cursos. 

 

Os mesmos problemas se repetem nos países onde as ações afirmativas foram adotadas

Foi o que verificou o maior estudo internacional já feito sobre o efeito das cotas, conduzido pelo economista americano Thomas Sowell, da Universidade Stanford. O trabalho mostra que é incorreto atribuir às ações afirmativas o progresso dos grupos beneficiados. Nos Estados Unidos, os números revelam que grande parte dos negros ascendeu justamente no período anterior às cotas. Depois delas, o que se viu foi a melhora na renda do grupo reduzido de classe média negra que já vinha avançando. Para os 20% dos negros americanos mais pobres, ocorreu o contrário. A renda até caiu. Outro problema recorrente é que, embora surjam como políticas provisórias, as cotas acabam sempre prorrogadas por longos períodos. Na Índia, a reserva de empregos e de vagas na universidade para castas discriminadas foi implantada em 1949. Era para durar dez anos, mas existe até hoje. A razão para a persistência da medida é simples: ninguém quer arcar com o custo político de eliminar o benefício. Ao contrário. Ele é até ampliado. Isso já ocorre no Brasil. A Universidade do Estado do Rio de Janeiro, que começou com cotas para negros de escola pública, atualmente também reserva vagas para índios, deficientes e filhos de bombeiros mortos em serviço. A Universidade Federal de São Carlos já reserva vagas até para refugiados políticos.

 

O que dizem os defensores das cotas
O sistema ajudaria a reparar uma dívida com os negros pelo longo período de escravidão

Comentário
O raciocínio é capcioso. Quem recebe a “reparação” não são aqueles que concretamente foram feridos pela escravidão – mas um grupo de pessoas definidas pelo impreciso conceito de raça, que vem inclusive sendo questionado pela ciência

O que dizem os defensores das cotas
O Brasil é um país racista – e os negros, menos escolarizados e mais pobres por causa disso, precisam de um empurrão

Comentário
As desigualdades sociais entre brancos e negros de fato existem, tal como o preconceito. O que não existe é racismo institucionalizado. Depois da abolição, em 1888, o Brasil nunca criou barreiras legais em função da cor da pele, ao contrário de outros países

O que dizem os defensores das cotas
Aumentar o número de negros com diploma de ensino superior teria um efeito simbólico na diminuição da discriminação

Comentário
Pode ser, mas provavelmente não por meio das cotas. A experiência mostra que o sistema não confere prestígio aos negros, mas, sim, os estigmatiza como um grupo menos capaz de avançar por mérito próprio

O que dizem os defensores das cotas
A diversidade contribuirá para a melhoria do ensino superior

Comentário
O conceito de diversidade no projeto é bastante limitado. Toda a variedade sociocultural brasileira se resume a negros, pardos e índios. Ao contrário do que acontece em outros países, a biografia e os talentos individuais dos candidatos não são levados em conta

O que dizem os defensores das cotas
A experiência brasileira está dando certo – sem nenhum sinal de que comprometa o nível das universidades

Comentário
Embora alguns estudos revelem resultados positivos, não houve tempo suficiente para uma avaliação mais científica sobre o impacto das cotas no Brasil. Em países onde elas foram implantadas há mais tempo, a experiência não foi bem-sucedida

 

Fonte: http://veja.abril.com.br/040309/p_066.shtml


“Homem grávido” dá à luz em parto natural nos EUA

Março 8, 2009

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O transexual Thomas Beatie, o primeiro “homem grávido” da história, deu à luz no início desta semana no Centro Médico St. Charles de Bend, no Estado do Oregon (EUA), informou nesta quinta-feira a rede de televisão “ABC”. O parto foi natural e a filha de Beatie passa bem.

Até o momento, não foram revelados detalhes sobre o parto. Beatie, de 34 anos, mantinha seus órgãos sexuais femininos apesar de realizar um tratamento hormonal há anos e viver como homem.

“Acho que a necessidade de ter um filho não é um sentimento masculino ou feminino. Sou um ser humano e tenho direito a ter um filho biológico”, afirmou Beatie.

Casados há mais de dez anos, Beatie e a mulher, Nancy, sempre quiseram ter um bebê, mas ela teve uma endometriose há 20 anos e precisou tirar o útero.

Depois de alcançarem uma situação econômica confortável, ambos tomaram a decisão de que Beatie seria o “encarregado” de gestar o bebê.

Criado no Havaí, onde sua mãe se suicidou quando ele tinha 12 anos, Beatie disse que decidiu trocar de sexo aos 24 anos. Por isso, submeteu-se a uma operação para tirar seios e legalmente mudou seu gênero de feminino para masculino.


Aborto – A realidade dos consultórios

Fevereiro 2, 2009

Enquanto as questões éticas, religiosas e científicas ficam sem resposta, mais médicos brasileiros optam por ajudar suas pacientes decididas a interromper uma gravidez indesejada

Em um mundo ideal, o aumento da eficiência, a diminuição do custo e a facilidade de acesso aos métodos anticoncepcionais femininos e masculinos poderiam ter reduzido o aborto no Brasil a sua dimensão puramente médica. Ele seria praticado apenas para salvar a vida da mãe ou na circunstância de o feto que ela carrega no útero ter sido gerado por estupro ou ser inviável, por um defeito grave de formação. Mas não existe o mundo ideal. O aborto continua sendo um dilema social, humano, jurídico e um risco para a saúde de quase 1 milhão de mulheres brasileiras todos os anos. Essa questão, sem solução unânime no campo religioso (quando o feto passa a ter alma?) e no científico (quando a vida começa?), vem sendo encarada no dia-a-dia dos consultórios. Tem crescido o número de médicos que, diante da irredutibilidade das pacientes em abortar, consideram seu dever profissional ajudá-las a enfrentar da melhor maneira possível as consequências da decisão. Essa atitude deriva da filosofia da redução de danos já adotada antes em alguns países para proteger a vida de usuários de drogas pesadas que não conseguem se livrar do vício. Diz o obstetra Osmar Ribeiro Colás, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp): “Não posso interromper uma gestação, mas tenho o dever ético de explicar a minha paciente quais são os métodos abortivos e, depois, se necessário, acudi-la”.

O Brasil tem cerca de 18.000 ginecologistas. São pouco confiáveis as estatísticas de quantos se tornaram adeptos da filosofia de redução de danos para pacientes dispostas a desafiar a lei brasileira e se submeter a um aborto. O certo é que há vinte anos era raro achar um médico que discutisse essa questão e impossível encontrar outro que admitisse essa abordagem em sua prática médica. Hoje não só se debate livremente a questão do ponto de vista teórico como muitos, a exemplo do doutor Osmar Colás, admitem publicamente que não deixariam sem assistência uma paciente apenas porque ela decidiu abortar.

Sem muita precisão, os especialistas acreditam que chegue a 1 milhão o número de abortos realizados anualmente no Brasil de modo clandestino. As complicações decorrentes de abortos malfeitos, sem condições de higiene ou segurança, representam a quarta causa de morte materna, atingindo cerca de 200 mulheres. O cenário foi bem pior em um passado não muito distante. Na década de 80, os abortos clandestinos podem ter chegado a 4 milhões por ano. Vários fatores se combinaram para reduzir esse número. Os mais efetivos foram o aperfeiçoamento dos métodos anticoncepcionais e a disseminação no país de políticas de planejamento familiar. Desde 2002, o Ministério da Saúde distribui por sua rede capilar de atendimento a chamada “pílula do dia seguinte” – que contém uma substância capaz de impedir a fixação do óvulo no útero, provocando, consequentemente, sua expulsão pelo organismo feminino. Só a pílula do dia seguinte pode ter diminuído em 30% o número de abortos clandestinos no Brasil. A adoção da redução de danos por um número maior de médicos poderia derrubar ainda mais essa curva nos próximos anos.

Tal conduta prevê basicamente a adoção de duas medidas. O médico indica à sua paciente uma clínica clandestina onde ela pode fazer o aborto ou ele mesmo a orienta sobre como usar as pílulas abortivas. O medicamento mais utilizado para esse fim é o misoprostol, vendido sob o nome comercial de Cytotec. Lançado inicialmente na década de 80 para o tratamento de úlcera, descobriu-se logo que o Cytotec provoca contrações uterinas. Pelo risco que oferece às grávidas, no Brasil o misoprostol só pode ser usado por hospitais credenciados. Nem os médicos nem, menos ainda, suas pacientes podem, portanto, ter acesso legal à substância. “Há inúmeros sites na internet que vendem o remédio”, diz o médico Colás. Um dos meios mais utilizados pelas brasileiras é a compra do misoprostol por intermédio da ONG holandesa Women on Web. Feito o pedido, a pílula é entregue em até três semanas pelo correio, por 70 euros. O site tem instruções em sete idiomas, incluindo o português. A maioria dos ginecologistas recomenda a internação da mulher ao primeiro sinal de sangramento. Ela dá entrada no pronto-socorro como se fosse vítima de um aborto espontâneo e a partir daí recebe atendimento. Quando a paciente não quer ser hospitalizada, os médicos sugerem que a mulher se submeta a um exame de ultrassom para se certificar de que todo o material embrionário foi expelido. Pela letra fria da lei brasileira, todo o procedimento narrado neste parágrafo pode ser descrito como criminoso. Ele seria visto como pecado ao juízo das convicções religiosas de muitas pessoas. O espantoso, nesse caso, é que, apesar das imposições legais e das restrições ético-religiosas, médicos e pacientes se sintam eticamente autorizados a discutir e a praticar procedimentos que levem ao aborto.

A fonoaudióloga mineira Larissa P., de 28 anos, e seu médico não tiveram muitas dúvidas quando colocados diante dessa questão. Larissa engravidou durante uma relação casual há dois anos. Como sua menstruação sempre foi muito irregular, só se deu conta da gravidez indesejada dois meses depois. Lembra ela: “Logo que descobri, procurei meu médico, e ele me sugeriu o Cytotec. Como sempre tive horror a hospital, preferi usar a pílula em casa”. O médico explicou-lhe como seriam os sintomas, e ela controlou bem a ansiedade: “Foi tudo sem nenhum susto, exatamente como meu ginecologista havia descrito. Em seis horas, estava tudo resolvido. No dia seguinte fui ao consultório fazer um ultrassom para ter certeza de que estava tudo bem”.

A filosofia da redução de danos para o aborto surgiu no início dos anos 2000, no Uruguai, país com leis tão rígidas quanto as do Brasil. A medida é incentivada pelo governo federal uruguaio. Diz o ginecologista Aníbal Faúndes, do Centro de Pesquisas em Saúde Reprodutiva, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp): “Antes da adoção do programa, o aborto ilegal era responsável por 35% das mortes maternas no Uruguai. Hoje, a taxa de mortalidade em decorrência de abortos malfeitos é de 20%”. Há um mês, Campinas se transformou na primeira cidade brasileira a aprovar um projeto de redução de danos nos postos de saúde e hospitais municipais. Existe uma diferença crucial entre o programa uruguaio e o de Campinas. O médico brasileiro só está autorizado a orientar as pacientes em “processo de abortamento” ou depois de o aborto ter sido concluído. Existem basicamente dois motivos para a mudança de comportamento dos médicos em favor da redução de danos. O assunto saiu da sombra. O ministro da Saúde, José Temporão, já defendeu inúmeras vezes a necessidade de um debate público sobre a legalização da prática. No ano passado, o Supremo Tribunal Federal (STF) deu início aos debates sobre a legalização da interrupção da gravidez de fetos anencéfalos e, pouco mais de um mês atrás, o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, aprovou a criação da CPI do Aborto com o objetivo de investigar as práticas ilegais de interrupção da gravidez no Brasil. Os parlamentares não familiarizados com a realidade vão se espantar com a extensão do fenômeno e, se forem fundo na investigação, poderão deparar com algumas surpresas – entre elas, o fato de que muitas das clínicas são bem aparelhadas, com pessoal médico multidisciplinar e bem treinado. A administradora de empresas Denise Silva, de 43 anos, valeu-se dos serviços de uma dessas clínicas em 2002, quando, por descuido, engravidou do namorado (hoje, marido). Conta ela: “Foi tudo muito rápido e simples”.

No Poder Judiciário, a questão começa aos poucos a ser discutida com mais desassombro. Nos últimos cinco anos, foram concedidos 3.000 alvarás judiciários para suspensão da gravidez em casos de má-formação fetal, especialmente anencefalia. É o dobro das liberações no mesmo período no início da década de 90 e representa 80% de todas as gestações de fetos anencéfalos. Em 26 de novembro de 2006, a operadora de telemarketing Adriane Caldeira, de 21 anos, foi uma das beneficiadas dos alvarás. Diz ela: “Não tive o menor problema em conseguir a autorização. O problema mesmo foi decidir abortar, pois era uma gravidez planejada – o nosso primeiro filho”. Mas Adriane sabia que seu filho não teria nenhuma chance de sobrevivência e, apesar do sofrimento, interrompeu a gravidez. Por mais que a mulher esteja determinada e certa de sua decisão, optar por um aborto é sempre devastador. Ninguém que já tenha vivido a situação relata a experiência com a tranquilidade de quem acabou de dar um passeio no shopping. Não é simples nem nos casos em que a gravidez é resultado de uma agressão, como aconteceu com Luciane L., de 25 anos. Vítima de um estupro no ano passado, depois de vários meses de terapia ela aprendeu a lidar com a lembrança da violência, mas não consegue apagar da memória a confusão emocional que sentiu quando acordou da anestesia, depois do aborto.

Por mais que os médicos se rendam às demandas de suas pacientes e por mais que a legislação avance, a interrupção do processo de criação de uma vida humana nunca será de fácil compreensão intelectual ou emocionalmente simples. O médico Yaron Hameiry, ginecologista do Hospital Pérola Byington, em São Paulo, reflete bem essa situação: “Não posso ser juiz de uma vida que vai se formar. Seja qual for a circunstância em que o feto foi concebido, eu não posso ser juiz da vida alheia”. Esse é um dilema que o ginecologista Jorge Andalaft, da Casa de Saúde da Mulher, da Unifesp, enfrentou em cada um dos 400 abortos legais que já fez, prática da qual é pioneiro no Brasil. Diz ele: “Todas as vezes, sem exceção, sinto uma pequena angústia de imaginar que estou tirando uma vida em potencial. Mas não cabe a mim julgar; a decisão foi da paciente, e ela deve ser respeitada”.

A discussão de quando se inicia a vida é interminável. Mesmo que a ciência consiga um dia definir esse momento com precisão, os debates não cessarão. Parece óbvio e natural que, a partir do momento em que um óvulo é fecundado por um espermatozoide, uma vida em potencial começa a se desenvolver. Mas que potencial existe caso esse óvulo fertilizado não venha sequer a se fixar no útero? “Essa polêmica é infrutífera, pois o aborto sempre existirá, independentemente de qualquer conclusão científica, dogma religioso ou convicção ética. O aborto é acima de tudo uma questão de foro íntimo, uma decisão exclusivamente pessoal da mulher”, teoriza Thomaz Gollop, ginecologista e professor de genética médica da Universidade de São Paulo. Aos 46 anos, a empresária e modelo Luiza Brunet não consegue esquecer o aborto feito aos 17 anos. Era o início de sua carreira, de seu primeiro casamento, e ela não se sentia preparada para ter um filho. Luiza diz que é “contra o aborto”. Seu caso ilustra a imensa complexidade da questão. Ser simples, acessível, seguro e legal não torna o aborto mais aceitável para as pessoas que o rejeitam. Ao contrário, torna-o ainda mais monstruoso ao juízo delas. Prova disso é o fato de que as discussões nos países onde a prática foi liberada nunca serenam – a cada dia elas são mais violentas. Coloque-se na pele de uma pessoa que acha o aborto, em qualquer fase da gestação e por qualquer motivo, igual a matar alguém, e uma visão do abismo que separa as convicções opostas nesse assunto começará a se abrir sob seus pés.

Fonte: http://veja.abril.com.br/280109/p_068.shtml


Tudo o que você sabe sobre traição está errado

Novembro 30, 2008

Abaixe a guarda e prepare o coração para ouvir o que estudiosos revelam sobre um dos temas mais explosivos da vida a dois

O amor é uma vacina que imuniza a todos contra o vírus da infidelidade, certo? Errado. Mas a traição não destrói a vida amorosa? Bem, não é exatamente isso que os estudiosos do assunto dizem. MIRIAN GOLDENBERG, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), pesquisa o tema há quase 20 anos e é autora dos livros A OUTRA e INFIEL (ambos da EDITORA RECORD): “A ala masculina considera que a infidelidade faz parte de sua natureza poligâmica. Os homens podem amar a esposa e desejar outras mulheres sem grande conflito. Já as mulheres, tradicionalmente educadas para associar sexo e amor, consideram que traição só é possível quando não se ama mais o parceiro, e sim outra pessoa”.

ARLETE GAVRANIC, psicóloga, coordenadora de pós-graduação em educação e terapia sexual da Faculdade de Medicina do ABC, em São Paulo: “Dependendo do tipo de traição, as reações variam. Uma pulada de cerca eventual, além de ser mais difícil de ser descoberta, não cria um vínculo. Por isso, é mais fácil de perdoar, raramente abala um casamento estável. Já um caso de longo prazo mexe com o relacionamento oficial e também com a estabilidade psicológica do infiel”. Afinal, trair dá trabalho: haja fôlego para inventar desculpas e atender demandas emocionais e sexuais de duas pessoas ao mesmo tempo. Quando a verdade vem à tona, a relação estremece e muita gente procura a terapia. “A intervenção ajuda a entender o que ocorreu, mas não garante a salvação de nenhum casamento.”

ANA MARIA ZAMPIERI, psicóloga, durante cinco anos acompanhou, na cidade de São Paulo, a história de 4 mil casais de camadas sociais diferentes para sua tese de doutorado defendida na PUC-SP. O estudo inspirou seu livro EROTISMO, SEXUALIDADE, CASAMENTO E INFIDELIDADE (ED. AGORA): “A responsabilidade pela traição não é só do traidor, pois essa atitude geralmente está relacionada à complexa dinâmica da vida a dois. A fidelidade é um pacto que o casal tem que validar a cada momento, não apenas no dia do casamento”.

Com a ajuda dessas especialistas, revisamos a seguir alguns dos mitos relacionados à traição.

Mito
Quem ama de verdade não trai

Fato
Pode trair, sim. “Mesmo que ame sua mulher, o homem justifica a infidelidade pelo desejo de novidade e aventura, porque surgiu a oportunidade, por crises pessoais ou no casamento”, observa Mirian. Já as mulheres dizem trair por sentir falta de carinho e atenção ou por achar que não são mais desejadas pelo marido. Há também aquelas que traem para revidar as escapadas do parceiro. “Em minhas pesquisas, notei que mesmo pessoas felizes no casamento às vezes traem por curiosidade, para testar o poder de sedução ou para chamar a atenção do cônjuge”, afirma Ana Maria. Arlete acrescenta ainda outro motivo, que vale para os dois sexos: “Em meu consultório, alguns contam que traíram para reviver aquela sensação de excitação do início do namoro”, diz ela. “Por isso, é importante o casal investir sempre no erotismo.”

Mito
A traição é quase inevitável em relações de longo prazo

Fato
Nem sempre. Em suas pesquisas, Mirian Goldenberg assegura que conheceu vários casais com mais de 20 anos de casados e fiéis. A receita? “A base desses casamentos é a amizade e a cumplicidade. Os casais sentem que isso é especial, não querem se arriscar a perder por causa de uma atração sexual passageira”, diz a antropóloga. Para Ana Maria Zampieri, existem etapas críticas que deixam os casamentos mais vulneráveis à infidelidade: nos dois primeiros anos, quando a paixão perde o fôlego; por volta dos dez anos, quando o sexo costuma ficar mais morno; e em torno dos 20 anos, sobretudo se o casal não resolveu bem crises anteriores.

Mito
Tem um certo tipo de pessoa que trai

Fato
Não há um perfil único, pois a ocasião também faz o infiel. “Quando a oportunidade se apresenta, as pessoas mais impulsivas podem ter dificuldade de resistir ao desejo”, diz Ana Ma ria. Por outro lado, há um tipo com maior predisposição. “É o caso da figura muito narcisista, que tem dificuldade de criar vínculo afetivo e é movida pela necessidade de testar continuamente o seu poder de sedução”, define Arlete. “Seja homem ou mulher, em geral é alguém com auto-estima bastante comprometida, que procura se afirmar por meio das conquistas.”

Mito
Homem trai mais do que mulher

Fato
Pelo menos no Brasil, essa tese está comprovada. Há controvérsias sobre quanto a mais”. Nos últimos nove anos, Mirian entrevistou 1 279 pessoas de ambos os sexos das camadas médias cariocas, com idade entre 17 e 50 anos. Desse grupo, 60% dos homens e 47% das mulheres admitiram já ter cometido uma infidelidade. Em outro estudo, realizado entre 2002 e 2003 pelo Projeto Sexualidade (Pro-Sex), do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo, com 7 103 voluntários também de ambos os sexos, nas cinco regiões do país, o índice de traição masculino ficou em 50,6% e o feminino em 25,7%.

Mito
O parceiro traído sempre sabe que isso está acontecendo

Fato
Nem sempre. Até porque nem todo mundo quer esclarecer a questão. Boa parte dos homens ouvidos na pesquisa de Mirian Goldenberg diz preferir não saber se a mulher trai. “Desde que ela pareça fiel, para eles está tudo bem”, diz a antropóloga. Já as mulheres, segundo Mirian, buscam o tempo todo provas da fidelidade ou infidelidade do marido. No entanto, ainda que captem sinais, tanto elas quanto eles relutam em admitir a situação. “Dá medo de encarar a verdade”, afirma Ana Maria. “Mesmo quem sente que há algo errado precisa passar por um processo interno para admitir. E há quem ache mais confortável fingir não saber.”

Mito
A traição destrói o casamento

Fato
Não, na maioria das vezes o casamento continua. Entre os casais que procuram Arlete no consultório com essa questão, 70% seguem juntos. Porém, permanecer na relação não é necessariamente sinônimo de felicidade conjugal. De acordo com a pesquisa de Ana Maria, muitos não se separam por conveniência, por causa dos filhos, para não dividir os bens. “Na prática, vivem divorciados emocionalmente. Apenas um terço dos casais supera a traição e faz dessa experiência uma alavanca para melhorar o  casamento”, afirma Ana. São aqueles que conseguem mudar o padrão do relacionamento: descobrem o que os afastou e se reaproximam, passam a cuidar mais da relação.

Nós terminamos

“Casei muito jovem, com 21 anos, com um homem dez anos mais velho. Ele era um executivo bem-sucedido, impecável, que planejava e programava tudo, até os três filhos que tivemos. E me cobrava muito, queria que eu fosse perfeita, organizada, certinha como ele. Não era o meu perfil, e me sentia sufocada. O sexo era tradicional, sem graça. Tudo isso me deixava muito infeliz. No nono ano de casamento, tive que fazer uma cirurgia e acabei me envolvendo com o médico que me operou. Ele também era casado. Não planejei isso, aconteceu. Foram três anos de idas e vindas, pois, apesar da atração que sentíamos um pelo outro, havia muita culpa. Eu respeitava meu marido, um homem de caráter e bom pai, e sofria com a situação. Logo no começo do caso, eu pedi a separação, mas sem explicar o motivo. Meu marido não concordou, achava que era uma fase, que ia passar. Tudo acabou quando uma pessoa – nunca descobri quem – ligou para meu marido e contou do meu romance com o médico. Ele me perguntou se era verdade. Confirmei e ele saiu de casa no mesmo dia. Depois que tudo passou, entendi que essa traição foi uma válvula de escape de um casamento que não estava legal. Não continuei com o amante e hoje meu ex-marido é um grande amigo.”

JOANA*, 41 ANOS, PRODUTORA, SEPARADA, MÃE DE TRÊS ADOLESCENTES

Nós resistimos

“No final de 2006, meu marido confessou: havia quase dois anos ele mantinha um caso com a secretária. Eu já desconfiava, três meses antes torpedos em meu celular denunciavam a traição. Conversamos e ele negou. Depois começaram as ligações para minha casa, de madrugada. Assim que atendíamos, a pessoa desligava. Pressionado, meu marido resolveu se abrir. Disse que queria terminar, mas ela o chantageava, ameaçava contar segredos de nossa família, chegou a extorquir dinheiro. Morri de raiva com a revelação, mas não pensei em divórcio. Contando os dez anos de namoro, nós estávamos juntos havia quase 20 anos, tínhamos dois filhos pequenos, e ainda havia amor. Ele disse que tinha caído nessa porque eu estava distante, havia me desinteressado até por sexo. Sobrecarregada com a carreira e as crianças, eu me descuidara da vida a dois. Mas achei que valia a pena lutar para recompor a união. Procurei uma terapia de casal, troquei um medicamento que diminuía a minha libido, nossa vida sexual melhorou. Estamos mais próximos um do outro. Nesse sentido, o relacionamento está melhor do que antes da infidelidade. Mas temos várias arestas a aparar. Perdoar a traição de coração ainda não consegui. A confiança nele também está sendo reconstruída aos poucos.”

 CLARA*, 37 ANOS, OFICIAL DE JUSTIÇA, CASADA HÁ DEZ ANOS, MÃE DE DOIS FILHOS, DE 7 E 5 ANOS

Fonte: http://claudia.abril.com.br/materias/2777/?pagina9&sh=26&cnl=11&sc=23


Homem que usava as próprias nádegas como ‘carimbo’ é preso nos EUA

Novembro 30, 2008

Suspeito admitiu os crimes, e foi indiciado por atentado ao pudor.
Ele deixou sua ‘marca’ até em janela de igreja em Nebraska.

Acabou o mistério que quebrou a cabeça de policiais do estado americano de Nebraska por mais de um ano. Foi identificado e preso na terça-feira (25) o homem conhecido como “bandido da bunda”.

Sua marca registrada era deixar uma “impressão” de suas nádegas em janelas de lojas, escolas e até igrejas.

 Ele utilizava vaselina ou cremes para marcar os locais escolhidos. No total, o homem acusado por atentado ao pudor teria atacado nove lojas.

O suspeito, que eventualmente também deixava “reproduções” do próprio pênis nas janelas, admitiu os crimes, e está sob custódia da polícia do condado de Cherry, em Nebraska.

 Fonte:http://g1.globo.com/Noticias/PlanetaBizarro/0,,MUL883092-6091,00-HOMEM+QUE+USAVA+AS+PROPRIAS+NADEGAS+COMO+CARIMBO+E+PRESO+NOS+EUA.html


“Perdi a fome, o sono e o dinheiro”

Novembro 29, 2008

O estudante Douglas de Mello foi o homem mais rico do mundo por um dia. Em 16 de outubro, sua conta conversa1tinha um saldo de três vezes a fortuna do homem mais rico do planeta, o americano Warren Buffett, e 35 vezes o patrimônio da Caixa Econômica Federal. No dia seguinte, o dinheiro sumiu e os problemas apareceram

Como você ficou bilionário?
Fiz um depósito de 700 reais na minha conta, tirei o extrato para ver se tinha caído e vi que havia mais 431 bilhões de reais.

Qual foi sua reação?
Fiquei assustado. O dinheiro não era meu. Imagina eu ter de declarar tudo ao imposto de renda? Aí, pedi uma explicação à gerente do banco e ela disse que eu é que devia me explicar. Não vi um centavo. Só me dei mal.

Como assim?
O banco bloqueou meus cartões. Fiz até um BO na polícia, reclamando. Um delegado da Polícia Federal me ligou, dizendo que está investigando o caso. Até grampearam meu telefone.

Você também?
Minha vida está um inferno. Perdi a fome, o sono e o dinheiro. Parei de trabalhar. Só cuido de advogado. Tem gente que pensa que estou com o dinheiro. Meus pais temem um seqüestro. Tirei uma foto de celular de um Vectra branco que me segue todo dia. Olha o carro lá!

O que você faria com o dinheiro?
Compraria uma nave espacial, porque Mercedes e BMW são fraquinhos perto de uma grana dessas, né?

Fonte: http://veja.abril.com.br/261108/p_050.shtml


Lula e Obama

Novembro 15, 2008

Depois mesmo de ler a carta que o presidente Lula enviou ao recente eleito presidente dos EUA Barack Obama afirmando ter sido a vitória dele a vitória “da esperança contra o medo”, uma forma de comparação entre os dois, achei interessantíssimo publicar uma parte da reportagem “Obama, a resposta” da Revista Veja.

“Muito se disse sobre a semelhança entre a ascensão de Lula, o primeiro presidente de origem humilde do Brasil, e a de Obama, o primeiro negro eleito presidente dos Estados Unidos. As diferenças são intransponíveis. A comparação seria possível se Lula tivesse nascido na Ilha de Marajó, filho de um angolano com uma sexóloga de Cuiabá, tivesse morado em Bangcoc, na Tailândia, e fosse formado em direito na Universidade de São Paulo (USP). Lula, com sua origem pobre, pertence à maioria étnica brasileira. Obama, como negro, é da minoria nos Estados Unidos. O eleitorado negro americano, mesmo com o maciço comparecimento às urnas agora, subiu para apenas 13% do total. Lula venceu a eleição presidencial na quarta tentativa. Obama, na primeira. Lula, ao ser eleito, era o político mais conhecido do Brasil, e conhecia o Brasil de norte a sul. Obama, não. Desde 1976, quando apostaram em Jimmy Carter, governador da Geórgia, os democratas não lançavam nome tão desconhecido quanto Obama, senador há menos de quatro anos. Obama nunca andara pelos recantos dos Estados Unidos, em cuja parte continental pôs os pés pela primeira vez quando tinha 11 anos.”

Reportagem na íntegra: http://veja.abril.com.br/121108/p_076.shtml


Homem fica preso ao tentar fazer sexo com banco de metal

Novembro 15, 2008

01524713500Solitário, ele tentou se aproveitar de buracos em objeto na praça.
Bombeiros de Hong Kong levaram a vítima – e o banco – para hospital.

Que situação constrangedora… Um morador de Hong Kong precisou chamar os bombeiros para se livrar de uma encrenca bizarra.

 O cidadão, de 41 anos, estava solitário enquanto passeava pelo parque Lan Tian, na madrugada de quarta para quinta-feira (7). Foi quando ele teve a idéia de fazer sexo com um banco de metal instalado no parque. Ele colocou seu membro em um dos buracos do banco e… acabou entalado.

 Em pânico, ele chamou a polícia, que acionou o corpo de bombeiros local. Para retirá-lo, os paramédicos recomendaram que o banco fosse retirado do local.

 A vítima precisou ser levada para o hospital ainda com o banco preso ao pênis.


Mulher irrita vizinhos e leva multa por causa de ‘maratona de sexo’ barulhento

Novembro 15, 2008

01525481300

Uma mulher britânica incomodou tanto os vizinhos ao passar noites inteiras gritando obscenidades enquanto fazia sexo com o namorado que acabou indo parar nos tribunais. Kerry Norris, 29 anos, terá de pagar, entre multas e indenizações, 315 libras esterlinas, o equivalente a cerca de R$ 1 mil.

De acordo com o jornal britânico ‘Daily Mail’, o “mau comportamento” de Norris – e de seu namorado, Adam Hinton – durou cerca de 2 anos e meio. No período, eles ficavam até as 6h da manhã gritando palavras “impublicáveis”, diz o jornal.

 Michelle Tyrrell, mãe de três crianças, disse que sua filha de 4 anos não conseguia dormir por conta da gritaria. “Ela (a menina) vinha me perguntar o que significavam as palavras”, disse Michelle. “Agora ela tem pesadelos e faz xixi na cama por causa das coisas que ouviu.”

De acordo com outra vizinha, Kerry tinha o hábito de tomar sol nua no jardim dos fundos do apartamento. “Os operários ficavam vendo tudo.”

Richard Powell, 36 anos, mora ao lado do casal. Seu quarto compartilha uma parede com o quarto dos “maratonistas”. Resultado: “a cabeceira da cama ficava chacoalhando, e eu ouvia todos os barulhos”, conta. Sua mulher, Sarah, conta que teve que mudar a localização do quarto dos filhos.

Desempregada, Kerry afirma que terá que recorrer ao namorado para pagar a multa. “Tenho uma vida sexual normal”, comentou, sobre a decisão da Justiça.


Aos 105 anos, virgem mais velha do mundo diz que sexo envelhece

Novembro 15, 2008

015671396-fmmp00Aos 105 anos, a secretária aposentada Clara Meadmore se orgulha de ainda ter cabelo e de não precisar de dentadura.

 Nascida em Glasgow, na Escócia, no início do século XX, ela acredita que o segredo da vida longa é nunca ter feito sexo. “Sexo envelhece”, acredita.

“Tive várias amizades platônicas, mas nunca senti a vontade de ir mais longe, ou mesmo de casar”, afirma Clara, que já viveu no Canadá e na Nova Zelândia, e há 40 anos mora na Cornualha, região sudoeste da Inglaterra.

Para ela, o sexo sempre foi algo “complicado”, que atrapalharia sua vida. “Eu sempre estava ocupada fazendo outras coisas, e nunca tive tempo de pensar em sexo”, explica.

“Quando eu era criança, só era possível fazer sexo com seu marido. E eu nunca me casei. Cresci em uma era na qual as crianças – principalmente do sexo feminino – não eram vistas e nem ouvidas pela sociedade, por isso tive que aprender por mim mesma a me defender e me sustentar”, diz a ex-secretária, em entrevista ao diário britânico ‘Telegraph’.

Além de nunca ter tido relações sexuais, Clara conta que nunca teve uma televisão, mas sempre foi “apaixonada” por ouvir rádio.

Fonte:http://g1.globo.com/Noticias/PlanetaBizarro/0,,MUL793580-6091,00-AOS+ANOS+VIRGEM+MAIS+VELHA+DO+MUNDO+DIZ+QUE+SEXO+ENVELHECE.html

Comentário: Sentiu que você tem umas rugas a mais depois de ler essa reportagem?


Japonesa é presa por “assassinar” ex-marido virtual

Novembro 8, 2008

Uma japonesa de 43 anos foi presa nesta semana sob acusação de “assassinar” o ex-marido virtual, de 33 anos, no jogo on-line Maple Story. Em um momento de raiva, após o rompimento da relação, a mulher teria entrado no programa para excluir o perfil do companheiro, segundo um oficial da polícia de Sapporo.

No Maple Story, internautas usam avatares para interagir com outras pessoas, participar de atividades sociais e lutar contra monstros e outros obstáculos.

Eu estava divorciada de repente, sem um aviso prévio. Isso me fez ficar com muita raiva”, disse ela, no depoimento.

O policial também explicou que, apesar do crime virtual, a mulher não tinha qualquer plano de vingança no mundo real –não se sabe se os dois se conheciam pessoalmente.

Ela foi presa por acessar um computador ilegalmente e manipular informações –usou o login e a senha do marido virtual para acessar o Maple Story e deletar o avatar dele.

A japonesa ainda não foi formalmente acusada, mas, se condenada, poderia pegar até cinco anos de prisão ou uma multa de US$ 5.000.

O homem reclamou à polícia quando descobriu que o avatar havia sido deletado. A mulher foi presa na quarta-feira (22), durante uma viagem pelo país –ela saiu de Miyazaki, onde mora, e foi para Sapporo. O policial não soube informar se a professora é casada no mundo real.


Japonês faz campanha on-line para “casar” com personagem de desenho

Novembro 8, 2008

O japonês Taichi Takashita iniciou uma campanha na internet para conseguir que seres humanos possam casar com personagens de desenho animado, informa o site do jornal “Metro”. O site informa que corrente pelo matrimônio virtual conta com milhares de assinaturas.

“Há muito tempo que eu só tenho sido capaz de me apaixonar por pessoas de duas dimensões e tenho agora alguém que eu realmente amo. Mesmo se a pessoa é ficcional, ainda é amar alguém. Gostaria de ter autorização legal que autorize [o matrimônio]“, afirmou um o japonês.

Histórias em quadrinhos conhecidas como mangá, anime e filmes on-line de realidade virtual são muito populares no Japão, com os personagens alcançados status de celebridades apesar de só existirem na ficção.

Segundo Takashita, a idéia da campanha surgiu após uma japonesa de 43 anos ter sido presa, no fim de outubro, sob acusação de “assassinar” o ex-marido virtual, de 33 anos, no jogo on-line Maple Story.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u464134.shtml

 


Jegue é preso em flagrante acusado de roubo no Egito

Setembro 19, 2008

Um jegue foi preso no Egito sob acusação de roubar espigas de milho.

O alimento estava em uma plantação que pertence a um instituto de pesquisa de agricultura na região do Delta do Nilo.

A prisão aconteceu após uma reclamação do diretor do instituto, que notou alguns buracos no milharal.

Um posto policial próximo à plantação foi acionado e, depois de avistar o jegue e seu dono, os policiais encaminharam a dupla para a delegacia.

O quadrúpede foi detido em flagrante, em posse da prova do crime –ele carregava as espigas em seu dorso, informa hoje a imprensa local.

Um juiz local determinou uma pena de 24 horas de prisão para a dupla.

O dono do jegue escapou da detenção após pagar fiança equivalente a R$ 17.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/bichos/ult10006u446321.shtml


Atriz de ‘High School Musical’ é clicada na pedicure em LA

Agosto 30, 2008

Ashley Tisdale foi fotografada em um momento íntimo na semana passada, em Los Angeles. A atriz e cantora aproveitou um tempo de folga para cuidar do visual e acabou sendo clicada quando estava em uma pedicure.

Após passar no salão de beleza, ela foi se exercitar em uma academia de ginástica e em seguida ainda entrou em uma loja para comprar roupa.

Fonte: http://exclusivo.terra.com.br/interna/0,,OI3062871-EI1118,00-Atriz+de+High+School+Musical+e+clicada+na+pedicure+em+LA.html

COMENTÁRIO: Meu Deus!!! Notícia seria se ela tivesse sido flagrada numa biblioteca.


Para mulher carioca, sono é mais importante que sexo

Julho 7, 2008

ROBERTO MACHADO
da Folha de S.Paulo, no Rio

As mulheres cariocas, ao apontar itens que definem a qualidade de vida, valorizam mais as horas de sono e os exercícios físicos do que o sexo. Já para os homens que vivem no Rio, o sexo só perde para “alimentação saudável”.

As mineiras valorizam mais as relações sexuais do que os exercícios físicos. Mas o sexo também fica atrás de itens como “qualidade do sono” e “trabalhar no que gosta”.

A conclusão faz parte de uma pesquisa sobre o comportamento sexual dos brasileiros, realizada por Carmita Abdo, professora da Faculdade de Medicina da USP. O levantamento teve patrocínio do laboratório Pfizer, que produz o Viagra (medicamento contra a impotência).

Na primeira fase da pesquisa, cujos resultados foram apresentados ontem, 1.715 cariocas e mineiros, homens e mulheres com mais de 18 anos, responderam sobre afetividade e desempenho sexual. O estudo ainda será feito em mais oito capitais brasileiras-incluindo SP.

Em Belo Horizonte os homens valorizam mais o sexo do que as mulheres ao definir qualidade de vida. É o terceiro item citado pelos mineiros, depois de alimentação saudável e tempo com a família.

“Esse resultado pode ser considerado surpreendente até certo ponto. Tradicionalmente, pesquisas mostram que homens valorizam mais o sexo do que mulheres. Eles colocam o sexo como prioridade da vida”, afirmou Abdo, que também atua no Instituto de Psiquiatra do HC de SP.

Apesar de afirmarem que dormir bem e malhar são mais importantes do que fazer sexo, 78,5% das cariocas dizem ter uma vida sexual “excelente” ou “boa”.

Entre os homens cariocas, o resultado é de 77,9%. Em Belo Horizonte, 75,5% das mulheres disseram ter vida sexual “excelente” ou “boa” –entre os homens, o índice é de 82,8%.

Outra conclusão refere-se à iniciação sexual: quase 90% das mulheres, no Rio e em BH, afirmam que tiveram a “primeira vez” com o namorado. Entre os homens, o percentual é menor: quase 35%.

“As mulheres têm a primeira vez com o namorado, mas há mudanças. Por exemplo, quanto à distinção entre vida sexual e afetiva. Os homens estão menos sectários [acham que os dois aspectos estão relacionados]. E as mulheres começam a ir na direção contrária, separando a vida sexual da afetiva.”

Indagadas se a realização na vida afetiva e sexual são situações distintas, 53,4% das mulheres no Rio e 55,9% em BH disseram “sim”. Entre os homens, foram 61,4% e 63,2%, respectivamente.

No Rio, os homens afirmam transar 3,3 vezes por semana -mas gostariam de 7,8 vezes. As mulheres disseram ter 2,3 relações –e desejariam 4,5. Os mineiros gostariam de oito vezes na semana; as mineiras, cinco –o dobro do que afirmam ter.

FONTE: http://www1.folha.uol.com.br/folha/equilibrio/noticias/ult263u415928.shtml


Paciente terminal aposta na própria vida e leva R$ 16 mil

Junho 2, 2008
Um paciente terminal de câncer ganhou 5 mil libras (R$ 15,9 mil) depois de ter apostado, em outubro do ano passado, que estaria vivo no dia 1 de junho de 2008.

O britânico Jon Matthews, de 58 anos, foi diagnosticado com uma forma rara de câncer de pulmão e, segundo os médicos, teria apenas mais nove meses de vida.

Para tentar contrariar as previsões médicas e encontrar um estímulo para lutar contra o mesotelioma, Matthews apostou 100 libras que ultrapassaria o tempo de vida dado pelos médicos.

A casa de apostas William Hill concordou em pagá-lo 50 libras para cada uma das libras apostadas, caso vencesse a aposta.

Bebida e cigarro

“Nunca ninguém nos procurou com uma aposta desta natureza, mas como Jon veio até nós pessoalmente e disse que a decisão era uma forma de lutar contra a doença, nós oferecemos o que ele pediu”, disse o porta-voz da William Hill, Graham Sharpe.

“Nunca, em 30 anos de trabalho, eu fiquei tão feliz em pagar 5 mil libras a um apostador.”

Jon Matthews, um ex-vendedor de carros, disse que dará metade do dinheiro para uma instituição de caridade que ajuda pacientes com câncer.

“A outra metade eu vou gastar comigo, com bebida e cigarro, provavelmente. Eu não tenho nada a perder”, disse ele.

“Outra coisa que eu sempre quis fazer é um salto de bungee jump.”

FONTE: http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2008/06/080602_canceraposta_fp.shtml


Japonês encontra mulher vivendo em armário de sua casa

Maio 30, 2008

da France Presse

Intrigado com o desaparecimento de alimentos em sua geladeira, um japonês teve uma grande surpresa ao descobrir que uma mulher vivia em um armário de sua casa havia vários meses.

O homem, de 57 anos, que mora sozinho –como ele pensava–, instalou uma câmera de segurança em casa, na cidade de Fukuoka (oeste), para descobrir o motivo do desaparecimento de comida em sua cozinha.

Ele chamou a polícia ao ver nas imagens uma mulher passeando pela casa na sua ausência. “Revistamos o local na presença dele e encontramos a mulher instalada em um armário”, afirmou o porta-voz da polícia de Fukuoka.

A mulher, Tatsuko Horikawa, 58, vivia escondida na parte superior de um armário, com espaço suficiente apenas para abrigar uma pessoa deitada, onde havia colocado um colchão e várias garrafas de água.

“A mulher explicou aos investigadores que não tinha onde viver. Parece que viveu aqui durante um ano, mas não o tempo todo”, disse uma fonte policial.

Ela foi detida e a polícia suspeita que Tatsuko pode ter instalado esconderijos nos armários de outras casas do bairro.

FONTE: http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u406955.shtml


Equipes de busca a padre acham balões no mar em SC

Maio 23, 2008

PARANAGUÁ – Ocupantes de aviões que fazem a busca do padre Adelir De Carli, de 41 anos, desaparecido domingo no litoral de Santa Catarina depois de ter decolado de Paranaguá, impulsionado por balões de festa, viram hoje dois blocos de balões vagando pelo mar.

Um conjunto foi observado na região de Porto Belo, a cerca de 25 quilômetros do litoral, e outro aglomerado foi visto por volta do meio-dia a cerca de 50 quilômetros da Ilha de Florianópolis, uma distância aproximada de 150 quilômetros do local onde supostamente o padre caiu nas águas. Lanchas tentam chegar ao local do primeiro encontro.

De acordo com novas informações levantadas pelos que coordenam as buscas, o padre teria caído a cerca de 40 quilômetros da costa de São Francisco do Sul, no litoral norte de Santa Catarina, e não 20 quilômetros, como se supunha inicialmente.

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