Palavras reveladoras

Novembro 11, 2009

Uma das coisas mais enriquecedoras – e também mais chocantes – de morar no exterior é aquilo que você aprende sobre o seu próprio pais. Para mim, ter passado um ano nos Estados Unidos, mais do que tudo, foi uma aula de Brasil. Todo dia eu saía de manhã e passava o dia convivendo com gente de toda parte do mundo e aprendendo, com essa convivência, que algumas coisas que eu sempre achei que eram parte da natureza humana não passavam de estranhezas bem particulares dos brasileiros.

Como sou um apaixonado por palavras, o que mais me chamava a atenção eram as diferenças que existem entre o nosso vocabulário e o vocabulário dos americanos e dos outros estrangeiros que conheci por lá. É incrível como há palavras que são ditas o tempo todo lá, mas nem existem aqui, ou têm um significado totalmente diferente. Essas diferenças de vocabulário são imensamente reveladoras do jeito brasileiro de pensar. Veja alguns exemplos:

  • A palavra inglesa “ accountability” simplesmente não tem equivalente em português. Geralmente ela é traduzida como “prestação de contas”, mas trata-se de uma escolha ruim. “Prestação de contas” é algo que você faz, enquanto “accountability” é algo que você tem. Talvez a tradução mais próxima fosse “responsabilidade”, mas aí é uma palavra ampla demais.
    Accountability”, para os americanos, é uma idéia central na democracia. O cientista político Larry Diamond, especialista em democracia, costuma dizer que os governos democráticos de alta qualidade precisam ter dois tipos de “accountability”: a vertical e a horizontal. “Accountability” vertical é a obrigação de prestar contas detalhadas à população. “Accountability” horizontal é fazer com que diferentes agências do governo tenham a atribuição de fiscalizar umas às outras, para garantir que tudo funcione bem. Lá há dois tipos de “accountability”, enquanto aqui nem temos a palavra. E os governos, no geral, não sentem a menor necessidade de prestar contas nem para baixo nem para o lado.
  • A expressão inglesa “rule of law” é outra ausente do vacabulário político brasileiro. Geralmente ela é traduzida como “estado de direito”, o que é bastante revelador da nossa relação com o estado: só estamos interessados nos “direitos”, mas não damos muita bola para as regras. “Rule of law” na verdade quer dizer “império da lei”, ou “domínio da lei”. Ou seja: a idéia de que as regras de um país são para valer, e para todos. Uma idéia tão estrangeira para o jeito brasileiro de pensar que não entrou nem para o dicionário.
  • Já a palavra “público” está presente nas duas línguas. Só que tem um significado bastante diferente em cada uma. Lá, “public” significa “do povo”, “da comunidade”. Aqui, pode querer dizer “do governo”, ou “grátis”. Empresa pública, no Brasil, é empresa estatal. Nos EUA, é empresa com ações na bolsa e obrigação de publicar informações financeiras detalhadas.
    Nos EUA, faculdade pública é paga, só que mais barata que as privadas, e no geral com qualidade um pouco inferior. No Brasil, faculdade pública é necessariamente grátis, com qualidade muito superior à das privadas e majoritariamente frequentada por gente de alto poder aquisitivo. Enfim, no Brasil os pobres pagam faculdade, enquanto os ricos ganham de graça. Taí um bom exemplo de algo que só percebi concretamente sobre o meu país quando tive a chance de sair dele.

Claro que tive também uma porção de motivos para me orgulhar do Brasil enquanto estava lá – e que morri de saudades. O Brasil tem uma porção de vantagens sobre os EUA, acredite, e ser brasileiro nos dias de hoje é ótimo para sua popularidade mundo afora. Mas isso não deve nos impedir de perceber as lacunas do nosso dicionário. E preenchê-las – não só com palavras, mas com novas atitudes.

Por Denis Russo Burgierman

http://veja.abril.com.br/blog/denis-russo/ideias/palavras-reveladoras/


6 verdades!!!

Maio 26, 2009

6 VERDADES INCONTESTÁVEIS

1ª Verdade:
Ninguém consegue tocar em todos os dentes da boca com a língua.

2ª Verdade:
Todo idiota, depois de ler a 1ª verdade, tenta tocar com a língua em todos os dentes que tem na boca…

3ª verdade:
Descobre que a 1ª verdade é mentira.

4ª Verdade:
Começa a sorrir, porque concorda que é idiota.

5ª Verdade:
Tá pensando em pra quem vai enviar essas verdades por email.

6ª Verdade:
E continua com o sorriso de idiota na cara.


O que o SAC tem que aguentar!

Março 17, 2009

Sabe aquele famoso e-mail que as empresas disponibilizam para comunicar-se com seus clientes ( faleconosco,falecon@/sac@)? Pois é, vejam as pérolas que algumas pessoas tem capacidade de escrever:

 
EMPRESA: LUPO
Olá, recentemente adquiri três cuecas da Lupo, modelo Speedo.
Acontece que após um dia de uso, na hora em que eu tiro a cueca, ninguém
aguenta o cheiro. A Valdirene, que é empregada de casa, disse que não vai
lavar as cuecas por causa do odor, minha mãe também. Meu pai disse que pode
ser problema de fungo na virilha ou coisa assim, mas isso não é, porquê
tenho boa higiene. O que faço??? Pode ser problema na fabricação das
cuecas? Daniel.
 
Resposta: Prezado Sr. Daniel, Agradecemos seu contato e sua preferência por
nossos produtos. Informamos que seu relato sobre as cuecas é inédito.
Acreditamos não se tratar de problema em nossa fabricação, pois nunca
tivemos nenhum problema desse tipo e trabalhamos com matérias-primas de qualidade. Atenciosamente, SAC – LUPO.
 
 
EMPRESA: PHILLIPS
Olá, comprei um Philishave Micro Action Dupla Ação HQ 342 há algumas
semanas e por necessidade resolvi usá-lo na região do saco escrotal, mas
não obtive muito sucesso. Além da forte dor, notei pequenos cortes.. Como
não fui feliz em minha tentativa e tenho certeza que várias outras pessoas
também passam por necessidades pessoais como essa, gostaria de deixar a
minha sugestão para elaborarem um produto específico para esse fim. Se
possível, para a região anal também. Desde já agradeço e aguardo retorno.
Gilbert.
 
Resposta: Prezado Sr. Gilbert, com referência à solicitação feita,
informamos que este aparelho trabalha com lâminas que cortam bem rente à pele, neste caso, o saco escrotal possui uma pele bem fina e sensível, além de ser bem enrugado também, e por este motivo o senhor sentiu dor e teve pequenos cortes. Pedimos encarecidamente para o senhor não tentar barbear o seu ânus com o aparelho pois os resultados podem ser desastrosos. Contamos com sua compreensão.. Atenciosamente, Vinicius Decia CIC – Centro de Informações ao Consumidor Philips e Walita 0800-701-0203 – E-mail: cic@philips.com.br 
  
   
EMPRESA: SOUZA CRUZ
Bom dia, gostaria de fazer uma reclamação. É sabido por todos que o cigarro é prejudicial à saúde devido à presença de alguns produtos químicos que podem causar diversas doenças. É óbvio que vocês, assim como eu, sabem disso. Minha reclamação se refere ao fato de minha sogra ser fumante há trinta anos e até agora não ter tido nenhum, nenhum mesmo, tipo de doença relacionada ao consumo de cigarros até agora… Considero isso lamentável, pois eu compro três maços de cigarro Derby pra ela por dia e até agora nada. E isso já faz dez anos!!! Apesar de desapontado com os resultados obtidos, pretendo continuar comprando para ela os cigarros dessa marca, pois não concordo com a pirataria de cigarros que tanto prejudicam o erário público. Dessa forma gostaria de ser informado sobre qual é o produto mais cancerígeno dessa empresa. Respeitosamente, André.
 
Resposta: Sr. André, agradecemos seu contato, o que muito nos honrou pela lembrança de nossa empresa. A Souza Cruz tem por princípio se comunicar somente com adultos. Para que possamos dar uma resposta sobre sua solicitação necessitamos comprovar a sua maioridade. Pedimos, por gentileza, que nos redirecione este e-mail informando o seu nome completo, o nr. do CPF, sua data de nascimento e telefone (com DDD), que entraremos em contato. Ainda para sua conveniência, colocamo-nos também à disposição para maiores informações através do telefone 0800 888 2223 (discagem gratuita) nos dias úteis, de segunda-feira sexta-feira, das 8:00 às 20:00hs ou acesse o site www.souzacruz.com.br . Atenciosamente, Serviço de atendimento ao consumidor Tel: 0800 8882223 (discagem gratuita) sac@scruz.com.br
 
 
EMPRESA: TAURUS
Olá, recentemente um grande amigo meu me pregou uma baita peça, e eu
preciso descontar. Como possuo uma spingarda modelo Delta, calibre 4,5 mm, gostaria de saber qual distância seria segura para dar um bom susto nele, ou seja, atirar, mas não para matar. Será que vocês poderiam me orientar??? Tenho medo de fazer alguma besteira. Obrigado, forte abraço.
 
Resposta: Prezado Senhor, nossa orientação é de que o senhor não atire em
seu amigo, mesmo que de brincadeira. Uma das regras de segurança para
manuseio de armas é bastante clara: ‘Nunca, em nenhuma hipótese, aponte
qualquer arma, carregada ou descarregada, para qualquer pessoa ou coisa que você não deseje atingir ou destruir. Atenciosamente, Departamento de
Marketing Forjas Taurus AS
 
 
E agora, a pérola das pérolas
 
EMPRESA: SADIA
Muito obrigado pela atenção. Há muito tempo venho utilizando a Lingüiça
Sadia como parceira sexual. Celibatário e homossexual por opção, gostaria
de opinar sobre uma possível mudança na textura da mesma, que poderia
apresentar sua superfície em alto relevo e um aumento do seu diâmetro, para aumentar o prazer. Seria possível?? Há alguma contra indicação para a penetração anal? Há alguma substância na salsicha que não seja indicada
para isso?
 
Resposta: Caro consumidor, A salsicha Sadia não é prejudicial em nenhuma
circunstância. Mas recomendamos utilizá-las apenas na culinária, pois
existem produtos no mercado que atendem mais efetivamente aos seus
interesses. Atenciosamente, Patrícia Galvão Relações com o Consumidor -
Sadia

Precisa-se de Matéria Prima para Construir um País

Fevereiro 5, 2009

A crença geral anterior era que Collor não servia, bem como Itamar e Fernando Henrique. Agora dizemos que Lula não serve. E o que vier depois de Lula também não servirá para nada.

Por isso estou começando a suspeitar que o problema não está no ladrão corrupto que foi Collor, ou na farsa que é o Lula. O problema está em nós. Nós como POVO.

Nós como matéria prima de um país. Porque pertenço a um país onde a “ESPERTEZA” é a moeda que sempre é valorizada, tanto ou mais do que o dólar. Um país onde ficar rico da noite para o dia é uma virtude mais apreciada do que formar uma família, baseada em valores e respeito aos demais.

Pertenço a um país onde, lamentavelmente, os jornais jamais poderão ser vendidos como em outros países, isto é, pondo umas caixas nas calçadas onde se paga por um só jornal E SE TIRA UM SÓ JORNAL, DEIXANDO OS DEMAIS ONDE ESTÃO.

Pertenço ao país onde as “EMPRESAS PRIVADAS” são papelarias particulares de seus empregados desonestos, que levam para casa, como se fosse correto, folhas de papel, lápis, canetas, clipes e tudo o que possa ser útil para o trabalho dos filhos …e para eles mesmos.

Pertenço a um país onde a gente se sente o máximo porque conseguiu “puxar” a tevê a cabo do vizinho, onde a gente frauda a declaração de imposto de renda para não pagar ou pagar menos impostos.

Pertenço a um país onde a impontualidade é um hábito. Onde os diretores das empresas não valorizam o capital humano. Onde há pouco interesse pela ecologia, onde as pessoas atiram lixo nas ruas e depois reclamam do governo por não limpar os esgotos. Onde pessoas fazem “gatos” para roubar luz e água e nos queixamos de como esses serviços estão caros.

Onde não existe a cultura pela leitura (exemplo maior nosso atual Presidente, que recentemente falou que é “muito chato ter que ler”) e não há consciência nem memória política, histórica nem econômica.

Onde nossos congressistas trabalham dois dias por semana para aprovar projetos e leis que só servem para afundar ao que não tem, encher o saco ao que tem pouco e beneficiar só a alguns.

Pertenço a um país onde as carteiras de motorista e os certificados médicos podem ser “comprados”, sem fazer nenhum exame. Um país onde uma pessoa de idade avançada, ou uma mulher com uma criança nos braços, ou um inválido, fica em pé no ônibus, enquanto a pessoa que está sentada finge que dorme para não dar o lugar.

Um país no qual a prioridade de passagem é para o carro e não para o pedestre. Um país onde fazemos um monte de coisa errada, mas nos esbaldamos em criticar nossos governantes.

Quanto mais analiso os defeitos do Fernando Henrique e do Lula, melhor me sinto como pessoa, apesar de que ainda ontem “molhei” a mão de um guarda de trânsito para não ser multado.

Quanto mais digo o quanto o Dirceu é culpado, melhor sou eu como brasileiro , apesar de ainda hoje de manhã passei para trás um cliente através de uma fraude, o que me ajudou a pagar algumas dívidas.

Não. Não. Não. Já basta.

Como “Matéria Prima” de um país, temos muitas coisas boas, mas nos falta muito para sermos os homens e mulheres que nosso país precisa.

Esses efeitos, essa “ESPERTEZA BRASILEIRA” congênita, essa desonestidade em pequena escala, que depois cresce e evolui até converter-se em casos de escândalo, essa falta de qualidade humana, mais do que Collor, Itamar, Fernando Henrique ou Lula, é que é real e honestamente ruim, porque todos eles são brasileiros como nós, ELEITOS POR NÓS.

Nascidos aqui, não em outra parte… Me entristeço. Porque, ainda que Lula renunciasse hoje mesmo, o próximo presidente que o suceder terá que continuar trabalhando com a mesma matéria prima defeituosa que, como povo, somos nós mesmos.

E não poderá fazer nada… Não tenho nenhuma garantia de que alguém o possa fazer melhor, mas enquanto alguém não sinalizar um caminho destinado a erradicar primeiro os vícios que temos como povo, ninguém servirá.

Nem serviu Collor, nem serviu Itamar, não serviu Fernando Henrique, e nem serve Lula, nem servirá o que vier. Qual é a alternativa? Precisamos de mais um ditador, para que nos faça cumprir a lei com a força e por meio do terror? Aqui faz falta outra coisa.

E enquanto essa “outra coisa” não comece a surgir de baixo para cima, ou de cima para baixo, ou do centro para os lados, ou como queiram, seguiremos igualmente condenados, igualmente estancados….igualmente sacaneados!!!

É muito gostoso ser brasileiro. Mas quando essa brasilinidade autóctone começa a ser um empecilho às nossas possibilidades de desenvolvimento como Nação, aí a coisa muda… Não esperemos acender uma vela a todos os Santos, a ver se nos mandam um Messias.

Nós temos que mudar, um novo governador com os mesmos brasileiros não poderá fazer nada. Está muito claro…… Somos nós os que temos que mudar.

Sim, creio que isto encaixa muito bem em tudo o que anda nos acontecendo; desculpamos a mediocridade mediante programas de televisão nefastos e francamente tolerantes com o fracasso.

É a indústria da desculpa e da estupidez. Agora, depois desta mensagem, francamente decidi procurar o responsável, não para castigá-lo, senão para exigir-lhe (sim, exigir-lhe) que melhore seu comportamento e que não se faça de surdo, de desentendido.

Sim, decidi procurar o responsável e ESTOU SEGURO QUE O ENCONTRAREI QUANDO ME OLHAR NO ESPELHO. AÍ ESTÁ. NÃO PRECISO PROCURÁ-LO EM OUTRO LADO.

E você, o que pensa?….

MEDITE!!!!!

 João Ubaldo


A última do português

Janeiro 17, 2009

A partir de 1º de janeiro, os brasileiros passam a escrever diferente: caem o trema e alguns acentos, mudam as regras do hífen – e instalam-se as dúvidas. O novo acordo ortográfico, enfim, é uma dessas decisões sobre as quais não parece haver acordo

Agora, como se diz, Inês é morta. A partir deste 1º de janeiro, quando no Brasil começa a vigorar o novo acordo ortográfico firmado entre os países de língua portuguesa, as idéias perderão um pouquinho de altura e virarão ideias; já os vôos, livres do circunflexo e transformados em voos, ganharão teto; o anti-semitismo não terá mais o hífen, passando a ser antissemitismo, mas não perderá sua feiúra – que, no primeiro dia de 2009, amanhecerá simplesmente feiura. Para os que foram alfabetizados já dentro das normas da última reforma ortográfica, a de 1971, o ano vai começar repleto não apenas das resoluções habituais, como também de dúvidas. Para os que aprenderam a escrever entre a reforma de 1943 e a de 1971 e ainda acham estranho escrever ele sem um bom circunflexo no e tônico, os problemas se multiplicam. E, para aqueles que estudaram em cartilhas ainda mais antigas, com seus prohibidos e collocar, as esperanças de reformar a própria ortografia são mínimas.

Cozido em fogo brando desde 1986, esquecido e então requentado, o acordo que pretende unificar a maneira como os cidadãos lusófonos do mundo grafam seu idioma é uma dessas decisões sobre as quais, ironicamente, quase nenhum acordo é possível. Uma das raras concordâncias dos gramáticos: o aprendizado da ortografia está estreitamente ligado à memória visual e manual. A mão “puxa” a palavra, em um processo de assimilação que começa no primeiro banco de escola. Driblar essa memória da mão é árduo. Um segundo ponto de consenso: o acordo não está em um estágio ótimo de maturação. E aí começam as divergências. Para alguns estudiosos, ele não é nem sequer bom; para outros, é bom o suficiente. “E bom, depois de mais de 100 anos tentando colocar o português nos trilhos do bom senso, já está de bom tamanho”, diz Evanildo Bechara, titular da área de lexicografia e lexicologia da Academia Brasileira de Letras e decano dos gramáticos brasileiros, que liderou a etapa final de negociação do acordo.

O novo acordo não reforma a língua portuguesa. Essa continua a mesma, sujeita às evoluções naturais de todas as línguas e ampla o bastante para abarcar as diferentes maneiras como é usada nos oito países em que é idioma oficial (veja o mapa abaixo). O que o acordo tenta atender é a aspiração – acadêmica, sobretudo – a uma grafia única, em que as diferenças sejam reduzidas ao mínimo. No português, essas diferenças incidem nos aspectos que merecem a classificação de “fatos da língua”, e não de “fatos da ortografia”. Um exemplo: polêmica e polémica têm e manterão grafia diversa no Brasil e em Portugal porque são pronunciadas de forma diversa. Deste lado do Atlântico, consagramos pelo uso o e fechado. Já os lusófonos originais preferem o e aberto. Por isso também os portugueses continuam a reflectir, enquanto aqui refletimos, se o acordo é acessível. Eles emitem o som daquele c a mais; nós, não. Esses são “fatos da língua”, que ninguém pretende reformar. O que o acordo quer eliminar são os sinais que – supostamente – nada mais exprimem. Como o circunflexo que deixará de existir em enjoo ou o acento agudo de heroico, abandonados por Portugal desde 1945. Na mão inversa, os portugueses deixarão de escrever adoptar e colecção, passando a adotar e coleção, porque na verdade não pronunciam aquele p e aquele c. “Não os pronunciamos, assim como o c de actor ou o p de cepticismo, mas eles carregam informação fonética, já que ‘forçam’ a tônica da palavra”, argumenta o jornalista e escritor português João Pereira Coutinho, autor de uma excelente coluna na Folha de S.Paulo.

Coutinho, que em seus textos para o jornal usa as versões brasileiras de vocábulos (como fumante em vez de fumador), acha que o acordo é um “brutalíssimo erro” – de natureza científica, por sua visão concentradora da língua, de natureza política, já que os países africanos mal foram consultados na sua elaboração, e também de ordem filosófica, porque procura aniquilar as diferentes músicas, por assim dizer, que se ouvem ao ler textos em grafias diversas da nativa. Ele resume, assim, as críticas disparadas pelos detratores do acordo. Mas outros aspectos pesam na discussão. Há, por exemplo, as visões diversas sobre a natureza da ortografia. Alguns gramáticos de peso postulam que, como tudo o mais num idioma, também ela deve mudar ou não segundo os ditames do uso, sem interferência de academias; outros gramáticos, igualmente de peso, crêem (ou, a partir de janeiro, creem) que não existe razão para o português abranger duas grafias oficiais quando idiomas mais difundidos, como o espanhol, com seus 400 milhões de usuários e 22 academias de letras, só precisam de uma. O grosso das objeções, contudo, se dirige aos termos específicos do presente acordo.

O texto capitaneado durante parte das décadas de 80 e 90 pelos acadêmicos Antônio Houaiss (daqui) e João Malaca Casteleiro (de lá) contém vários pontos facultativos, muitas imprecisões e grande quantidade de etecéteras. Importante: esse texto não foi revisto. Ele foi assinado, na forma redigida lá atrás, em 29 de setembro último. E, do jeito que está, abre espaço para interpretações subjetivas e para a continuidade de diferenças em “fatos de ortografia” entre Portugal, Brasil e os outros signatários. “Portugal e Brasil são como dois navios singrando paralelos, que se acenam a uma distância de 20 metros. Quando o acordo entrar em vigor, a distância será reduzida em 3 metros, que não valem o imenso custo da reforma”, opina Cláudio Moreno, doutor em letras pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Esse custo é tanto social como financeiro. A partir de 2010, os ministérios da Educação e da Cultura só autorizarão a compra de livros que sigam a nova ortografia. Em tempo, todas as bibliotecas escolares do país terão de ser renovadas, ainda que seu conteúdo não se tenha tornado superado. E todos os dicionários terão de ser reeditados (estima-se que apenas o Ministério da Educação encomendará 8 milhões de exemplares nos próximos anos). Uma parte significativa desse movimento editorial será custeada pelo contribuinte. Ninguém definiu, ainda, como os milhares de professores do país serão treinados – nem como garantir que o contingente de despreparados para a função (que é grande, imenso) não se acrescente à confusão de alunos que mal e mal conseguem escrever um bilhete. “Estamos fazendo a reforma no susto”, critica o professor Pasquale Cipro Neto, um dos mais dedicados gramáticos do Brasil.

Cipro Neto conta uma história divertida. Num vagão de trem, em Portugal, sentou-se à frente dele uma senhora que lia um tablóide policial intitulado O Crime. O professor leu e releu as manchetes – e não entendeu metade delas. Não por razões remotamente relacionadas à ortografia, claro, mas pelas expressões que, num texto de cunho popular, tornam o português lusitano quase estrangeiro para um brasileiro – o que faz pensar na blague do escritor Oscar Wilde segundo a qual americanos e ingleses eram povos separados por uma mesma língua. Ora, o princípio que norteia o acordo ortográfico é o de facilitar o trâmite do português no mundo. Mas as diferenças de grafia na norma culta da língua são mínimas e não interferem na sua compreensão. As dos textos educativos e literários provenientes das diferentes nações lusófonas podem ser lidas e compreendidas em qualquer rincão do mundo em que se fale o português. Muitos dos escritores de Portugal vetam qualquer alteração ortográfica ou de vocabulário nas edições brasileiras de seu texto, e não consta que tenham perdido um só leitor por esse motivo. Já as diferenças culturais e de uso da língua entre os signatários do acordo são, conforme o caso, impenetráveis, como constatou Cipro Neto em sua inspeção de O Crime. Elas é que tornam tão rica a experiência de um idioma compartilhado por várias nações. E são elas que, na prática, impedirão, por exemplo, a difusão de material didático brasileiro em países lusófonos da África, como chegaram a sonhar as editoras.

Na maioria das línguas, a ortografia evoluiu e se consolidou no decorrer de séculos, obedecendo a uma necessidade de ordem numérica: quanto maior o número de “usuários” regulares da linguagem escrita, maior também a necessidade de que se chegasse a formas consensuais para grafá-la. A ortografia inglesa terminou por cristalizar-se numa forma muito próxima da atual com a explosão do mercado editorial no século XIX. Nunca houvera tanta gente escrevendo, publicando e lendo – e assim sedimentando regras. A ortografia dos idiomas, assim, tem uma infância, uma juventude e uma maturidade. Quando Pero Vaz de Caminha escreveu ao rei de Portugal anunciando a descoberta do Brasil, em 1500 (veja o quadro), a grafia do português estava na sua infância. As poucas pessoas alfabetizadas do período escreviam conforme ouviam, em grafias díspares, quase pessoais, e aproximadas da que era então a língua do saber – o latim. Como na maioria dos idiomas, também os grandes escritores tiveram papel preponderante na fixação da ortografia portuguesa. Até hoje escrevemos Cingapura com c, e não com s, como nas outras línguas de origem européia, porque Luís de Camões (1524-1580), o fundador da literatura em língua portuguesa com a epopéia Os Lusíadas, assim grafou a palavra. Na virada do século XIX para o XX, a ortografia portuguesa estava já transitando da juventude para a idade adulta: lendo-se as edições originais de autores como Eça de Queiroz e Machado de Assis podem-se contar uns tantos circunflexos e consoantes dobradas, mais uns phs e chrs, que caíram em desuso – mas nada que faça o leitor tropeçar nas linhas, como na hoje quase indecifrável carta de Caminha.

Segundo explica Mauro Villar, filólogo do Instituto Houaiss e defensor do novo acordo, o passo decisivo para a maturidade foi dado pelo foneticista português Gonçalves Viana, que em 1904 publicou o livro Ortografia Nacional, de importância incalculável na análise das tendências fonéticas do idioma e das notações que melhor as traduzem. Em 1911, Portugal adotou a ortografia de Viana como a oficial, no que foi seguido depois pelo Brasil. Na década de 40, contudo, os dois países tomaram caminhos diversos. Em 1943, por decisão do presidente Getúlio Vargas, fez-se uma reforma que eliminou inconsistências e unificou internamente a ortografia. Em 1945, Portugal propôs uma outra reforma – a que eliminou o trema e outros acentos que agora vão cair aqui. O Brasil chegou a assiná-la, mas recuou. Daí a existência de duas ortografias oficiais para o português.

Pelos termos do acordo promulgado em setembro deste ano, os brasileiros terão quatro anos para se adequar às novas regras, e os portugueses, seis. Na opinião de Pasquale Cipro Neto, uma vez que os grandes jornais e revistas do país (inclusive VEJA e todas as outras publicações da Editora Abril) passarão a escrever pela nova ortografia a partir deste 1º de janeiro, a reforma logo deve ganhar contorno de fato consumado. A hifenização, que um amigo do acadêmico Evanildo Bechara certa feita chamou “infernização”, deverá ser a maior dificuldade. As regras antigas eram difíceis, e as novas continuam a sê-lo. “Ninguém sabia usar o hífen, e todos permanecerão sem sabê-lo”, diz Cipro Neto. Manual, só no fim de fevereiro. Esse é o prazo dado pela editora Global para colocar na praça o Vocabulário Ortográfico oficial, uma “bula” com 360.000 palavras cujos originais Bechara e seus colaboradores entregaram na semana passada. Tudo resolvido? Nem tanto. No que depender do próprio Bechara, um cavalheiro cujo conhecimento da língua só é comparável à sensatez, o Vocabulário Ortográfico talvez venha a precisar de uma edição revista ao fim dos quatro anos de adaptação. “Poderíamos imaginar uma regra pela qual só se usaria hífen se, ao juntar dois termos, a pronúncia saísse errada. Um exemplo é o de ‘sub-região’. Sem hífen, o desavisado poderia ler ‘su-bregião’. Se, com a junção, a pronúncia não mudar, nada de hífen”, especula o estudioso. Seria mesmo lindo, e fácil, e coerente. Mas vai acontecer? “Ora, tenham um pouco de fé no bom senso dos acadêmicos daqui e de lá.” E o bom senso, enfatize-se, nunca precisou de hífen para ser bom.

Isabela Boscov


Cartinhas para o Papai Noel

Dezembro 30, 2008

SP- Jhonatan Vinicius – 8 anos
Querido papai Noel, estou te enviando essa cartinha para dizer que nesse natal eu queria muito ps2
estou sendo bonzinho todos os dias, ajudo minha mãe a lavar louça e ajudo minha mãe a colocar as toalhas no varal por isso acho que mereço ganhar um video game
Abraço papai noel é nois.

PR- Maria Fernands – 7 anos
Ola papai Noel sei que é difícil ler todos essas cartas e sei que é concorrido ganhar os melhores presentes, mas hoje eu quero um presente simples Noel, gostária que você me desse um Notebook da xuxa além de ser muito pequeno e simples acho que seus ajudantes poderiam criar um rosa pra mim com detalhes da Hello Kitty e sabe Noel a minha mãe sempre diz que a internet esta cada vez mais cara, então se possivel mandar com internet por que eu tenho Orkut e MSN e PC sem net não é PC.
Beijos papai Noel espero meu presente.

MG- Reginaldo Polidorio – 8 anos
Oi papai noel eu acho que te vi no shopping semana passada eu fui com minha mãe fazer compras e vi você sentada por la, eu pedi muito a ela para eu falar com você mas ela falou que estava sem tempo agora minha professora vai mandar nossas cartas para o senhor espero que a minha chegue ai, se chegar papai Noel primeiro de tudo gostaria de falar que te admiro muito você é muito bonzinho acredito que quando você morrer você tera um lugarzinho no céu e você virara Santo Noel
Nesse natal eu gostaria muito de ganhar um cavalo, após ver as canal de vendas de cavalos achei eles muito bonitos então decidi que quero ter um amigo cavalo
Tchau papai Noel fica com Deus espero você dia 25.

 

SP- Carlos Augusto – 7 anos
Awe papai Noel como que você esta veio? tudo bom por ai? negocio é o seguinte no meu bairro a moda é mp3 e eu não tenho um acho que sou bonzinho não briguei com nenhum amigo só com um mano da escola ele me chamou de FDP e logo que ele falou peguei a cadeira e acertei o queixo dele ele teve um deslocamento mas já esta tudo bem até voltemos a se falar pedimos desculas e jogamos bola no recreio.
Papai Noel nesse Natal eu queria muito um MP4 por que o MP3 ta saindo de moda sabe né
estou no aguardo do MP4 abraços mano Noel.

SC- Leticia Klimber – 8 anos
Querido papai Noel queria saber como esta meu nome na sua lista se estou na dos favoritos ou na dos mals, eu queria muito estar na dos favoritos porque sempre tem mais vantagens.
Estou enviando essa carta para falar que queria muito mais muito mesmo um bilhete da mega sena sempre vejo na TV que quem ganhar vai ficar rico então eu quero ser rica e gostaria muito de ganhar uns bilhetes nesse natal quem sabe ficar rica se o senhor me der um premiado
é isso papai Noel espero ganhar meu bilhete em vez de um simples pedaço de carvão.


Dezembro 18, 2008

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“Imaginem vocês, se um de vocês fosse médico e atendesse um paciente doente, o que vocês falariam para ele? ‘Olha, companheiro, o senhor tem um problema, mas a medicina já avançou demais, a ciência avançou demais, nós vamos dar tal remédio e você vai se recuperar.’ Ou você diria: ‘Meu, sifu’? Vocês falariam isso para um paciente de vocês? Vocês não falariam”

Mais uma pérola do Lula.


Proibido fumar

Novembro 30, 2008

Durante a reunião de condomínio para decidir o texto de uma simples placa, após longos e enfadonhos minutos de discussão inútil, um morador, sentindo-se tolhido em seu direito como morador (eu morro como, quando  e do que eu quiser!) deu um tiro no pé ao manifestar seu último esperneio insolente, explorando o que muitos chamaram de “brecha da lei” , mas que nada mais é que um limite da própria linguagem:

― Ok, seus malditos, nesse  prédio totalitário, onde “é proibido fumar dentro dos elevadores”, já aviso que vou  fazer questão de entrar com o meu cigarro e segurá-lo aceso, sem fumar, na fuça de todos vocês

Sendo assim…

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Sobe e Desce

Novembro 9, 2008

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Provinha fdp

Novembro 9, 2008

O fato narrado abaixo é real e aconteceu em um curso de Engenharia da USJT (Univ. São Judas Tadeu), tornando-se logo uma das ‘lendas’ da faculdade.
Na véspera de uma prova, 4 alunos resolveram chutar o balde: iriam viajar juntos.
Faltaram a prova e então resolveram dar um ‘jeitinho’.
Voltaram a USJT na terça, sendo que a prova havia ocorrido na segunda.
Então, dirigiram-se ao professor:
- Professor, fomos viajar, o pneu furou, não conseguimos consertá-lo, tivemos mil problemas, e por conta disso tudo nos atrasamos, mas gostaríamos de fazer a prova.
O professor, sempre compreensivo:
- Claro, vocês podem fazer a prova hoje a tarde, após o almoço.
E assim foi feito. Os rapazes correram para casa e racharam de tanto estudar, na medida do possível.
Na hora da prova, o professor colocou cada aluno em uma sala diferente, sem qualquer meio de comunicação com o mundo externo e entregou a prova:
Primeira pergunta, valendo 0,5 ponto: Escreva algo sobre ‘Lei de Ohm’.
Os quatro ficaram contentes pois haviam visto algo sobre o assunto.
Pensaram que a prova seria muito fácil e que haviam conseguido se dar bem.
Segunda e última pergunta, valendo 9,5 pontos :
Qual pneu furou?


Entrevista

Novembro 9, 2008

Um sujeito está em uma entrevista para emprego.
O psicólogo dirige-se ao candidato e diz:
- Vou lhe aplicar o teste final para sua admissão.
- Perfeito, diz o candidato.
Aí o psicólogo pergunta:
- Você está em uma estrada escura e vê ao longe dois faróis emparelhados vindo em sua direção. O que você acha que é? – Um carro, diz o candidato.
- Um carro é muito vago. Que tipo de carro? Uma BMW, um Audi, um Volkswagen?
- Não dá pra saber né?
- Hum…, diz o psicólogo, que continua: Vou te fazer uma outra pergunta:
- Você está na mesma estrada escura e vê, só um farol vindo em sua direção, o que é?
- Uma moto, diz o candidato.
- Sim mas que tipo de moto? Uma Yamaha, uma Honda, uma Suzuki ?
- Sei lá, numa estrada escura, não dá pra saber (já meio nervoso).
- Hum!…, diz o psicólogo. Aqui vai a última pergunta: – Na mesma estrada escura você vê de novo só um farol, menor que
o anterior. Você percebe que vem bem mais lento. O que é?
- Uma bicicleta.
- Sim mas que tipo de bicicleta, uma Caloi, uma Monark?
- Não sei.
- Você foi reprovado! – Diz o psicólogo.
Aí o candidato muito triste com o resultado, dirige-se ao psicólogo e fala:
- Mesmo eu não sendo aprovado achei interessante esse teste.
Posso fazer uma pergunta ao senhor, nessa mesma linha de raciocínio?
- E o psicólogo satisfeito responde, claro que pode!
- O senhor está tarde da noite numa rua mau iluminada. Aí vê uma moça com maquiagem carregada, vestidinho vermelho bem
curto, girando uma bolsinha, o que é?
- Ah! – diz o psicólogo – é uma puta.
- Sim, mas que puta? Sua irmã? Sua mulher? Ou a puta que te pariu?


Novembro 8, 2008

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“Há uma diferença muito grande entre ganhar uma eleição e governar um país como os EUA. Vamos esperar que ele tome posse para ver o que vai acontecer.”
Do presidente Lula, que sabe o que está dizendo


Obama – change

Novembro 8, 2008

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Na galeria dos presidentes americanos, há dois Adams, dois Franklins, três Georges, quatro Williams, cinco James e dezenas de outros sobrenomes anglo-saxões de quatro costados, como Jackson ou Grant. Com a eleição da última semana, a lista passará a incluir um exotismo inimaginável até há pouco: um sujeito com um nome africano (Barack), um sobrenome árabe (Hussein) e outro bastante popular em uma tribo queniana (Obama). Barack Hussein Obama tomará posse como o 44º presidente dos Estados Unidos, o primeiro negro a ocupar o cargo mais poderoso do mundo. Há 143 anos, ele seria propriedade de um senhor de escravos. Há 54 anos, suas filhas, Malia e Sasha, 10 e 7 anos, não poderiam se matricular em uma escola freqüentada por brancos. Há 47 anos, quando Obama nasceu, negros não podiam votar nem ser votados. Daqui a dois meses, no dia 20 de janeiro, a família Obama vai-se mudar de Chicago para o centro de Washington, onde passará a morar na Avenida Pensilvânia, número 1600 – o endereço da Casa Branca.


Solucionador de Problemas

Novembro 7, 2008

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Pérolas de Lula

Novembro 7, 2008

O presidente Lula esbanjou seu otimismo com o futuro do Brasil, hoje, na reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) quando disse que “vai quebrar a cara” quem aposta num crescimento mais baixo para o Brasil. Ele destacou que nos primeiros nove meses deste ano, o Brasil registrou 2.047 milhões de novos empregos. E acrescentou: “mais do que nos oito anos passados”, indicando que estaria se referindo ao governo Fernando Henrique, mas sem citar o nome. Leia o resto deste artigo »


Lula e Obama

Novembro 6, 2008

O presidente Lula sempre compara a trajetória de Barack Obama à sua própria  – Obama, negro, filho de imigrante africano que chega à presidência dos Estados Unidos; e ele, o nordestino, retirante que foi para São Paulo tentar a vida . Agora, com a vitória de Obama, Lula incluiu na carta de congratulações ao futuro presidente dos Estados Unidos aquele que foi o mote de sua primeira campanha presidencial: “a esperança venceu o medo”.

_ Vossa Excelência soube transmitir visão de futuro, capacidade de liderança e a certeza de que a esperança é mais forte do que o medo – diz Lula, na carta que será enviada a Barack Obama.

         A íntegra da carta de Lula a Barack Obama foi divulgada pelo Palácio do Planalto. É a seguinte:     

 “Em nome do povo brasileiro e no meu próprio, felicito-o por sua eleição para Presidente dos Estados Unidos da América.

Sua vitória representa um momento de superação histórica para os Estados Unidos, que provam mais uma vez a capacidade transformadora de sua democracia e de sua sociedade. Vossa Excelência soube transmitir visão de futuro, capacidade de liderança e a certeza de que a esperança é mais forte do que o medo.

Sua escolha pelo povo norte-americano se dá em momento particularmente favorável das relações Brasil – Estados Unidos. Ocorre, também, em conjuntura de desafios complexos para a ordem internacional intensificados pela gravidade da crise financeira que afeta diretamente milhões de pessoas em todo o mundo.

Estou certo de que, sob a liderança de Vossa Excelência, os Estados Unidos responderão a esses desafios inspirados pela “intensa urgência do agora” demandada por Martin Luther King. Estou seguro, ademais, de que os Estados Unidos e o Brasil continuarão a melhorar nosso excelente relacionamento, que é guiado por respeito mútuo, por laços históricos e por valores e objetivos comuns”. 

Brasília – DF, 05 de novembro de 2008 Luiz Inácio Lula da SilvaPresidente da República Federativa do Brasil 

Fonte: http://colunas.g1.com.br/cristianalobo/   


Sociedade

Novembro 6, 2008

“Nosso tempo, sem dúvida… prefere a imagem à coisa, a cópia ao original, a representação à realidade, a aparência ao ser… O que é sagrado para ele, não passa de ilusão, pois a verdade está no profano. Ou seja, à medida que decresce a verdade a ilusão aumenta, e o sagrado cresce a seus olhos de forma que o cúmulo da ilusão é também o cúmulo do sagrado”.

Feuerbach – Prefácio à segunda edição de “A Essência do Cristianismo”.

“Toda a vida das sociedades nas quais reinam as condições modernas de produção se anuncia como uma imensa acumulação de espetáculos. Tudo o que era diretamente vivido se esvai na fumaça da representação”.

Debord – Em “A sociedade do espetáculo”.


Lula e Bush

Novembro 5, 2008

“As semelhanças de Lula com George W. Bush têm mais a ver com caráter e personalidade. Como Bush, Lula não parece ter muita curiosidade intelectual. Ele não gosta de ler relatórios, muito menos livros, tem uma ideologia estreita que impede que novas experiências mudem sua perspectiva, tinha muito pouca experiência do mundo fora das fronteiras de seu país antes de assumir o governo, e disse algumas coisas notavelmente ingênuas e desinformadas enquanto viajava pelo exterior. Ambos maltratam sua língua nativa, mas ambos são tidos como calorosos e cativantes em situações de contato pessoal. Talvez isso explique a afinidade que eles parecem ter desenvolvido um pelo outro: apesar de suas diferenças ideológicas, parecem reconhecer um no outro espíritos aparentados. De nenhum dos dois, contudo, pode-se dizer que tenha crescido em esratura ou credibilidade enquanto ocupava o cargo”

Larry Rohter